As quartas de final masculinas do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa reúnem as principais seleções do esporte. Todas as oito seleções vivas em busca do título estão entre as nove melhores no ranking de nações da Federação Internacional de Tênis de Mesa. Porém, se tem um duelo que chama mais a atenção é o reencontro entre China e Coreia do Sul. Afinal, no último sábado, dia 3, os sul-coreanos encerraram um ciclo de 26 anos de vitórias dos chineses no torneio, ainda pela fase de grupos.
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Desde a final do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa em Kuala Lumpur 2000, quando a China perdeu para a Suécia, a seleção masculina da China venceu 11 títulos, e estava invicta em 83 confrontos, envolvendo 262 partidas e apenas 13 derrotas. Tudo isso foi abalado no último domingo, quando a Coreia do Sul venceu a China por 3 a 1, e em seguida ainda caiu para a Suécia.
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Nesta quarta-feira, as duas seleções asiáticas garantiram suas classificações para as quartas de final. Se a Coreia do Sul passou pela Áustria por 3 a 0, novamente a China mostrou que não é mais imbatível, precisando de quatro jogos para passar pelas oitavas.
Eduard Ionescu vence Liang Jingkun, mas China passa por Romênia
A China entrou para o confronto de oitavas como a grande favorita. Apesar dos percalços na fase de grupos, os chineses derrotaram a Austrália com tranquilidade, enquanto a Romênia, apenas 14ª colocada no ranking de nações, venceu a Polônia por 3 a 2.

Porém, já no primeiro encontro, um novo susto. Eduard Ionescu, 41º colocado do ranking mundial, venceu em sets diretos Liang Jingkun por 3 a 0, com parciais de 11-5, 11-7 e 11-6. Apesar de ser apenas o 21º do ranking, o chinês de 29 anos foi medalhista de bronze nos quatro últimos campeonatos mundiais (2019, 2021, 2023 e 2025). Porém, ele não faz um bom Mundial, tendo vencido apenas dois jogos, contra o inglês Connor Green por 3 a 2 e o australiano Nicholas Lum, por 3 a 0.
Em seguida, Wang Chuqin, líder do ranking mundial, passou por Iulian Chirita, 92º em sets diretos, mas com um pequeno susto no segundo set (11-5, 12-10, 11-5). Lin Shidong, sexto melhor do mundo, colocou a China na frente, ao vencer Ovidiu Ionescu, 153º colocado, por 3 a 0, parciais de 11-9, 11-6 e 11-4.
No quarto e decisivo jogo, entre os principais mesatenistas de seus países, o campeão mundial Wang Chuqin perdeu set, mas passou por Eduard Ionescu, com parciais de 11-8, 8-11, 11-3 e 11-4. Foi a sexta vitória de Chuqin, que segue invicto no torneio.
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Coreia do Sul vence Áustria pelas oitavas
Já a Coreia do Sul precisou de apenas três jogos para derrotar a Áustria. Jang Woojin, nono melhor colocado do ranking, venceu Daniel Habesohn, 121º, por 3 a 0 (11-6, 11-3, 11-3). Oh Junsung, 30º, derrotou Robert Gardos, 234º, por 3 a 2 (8-11, 11-7, 6-11, 13-11, 11-3) e finalmente An Jaehyun, 22º, passou em sets diretos por Andreas Levenko, 177º (11-5, 11-4, 11-3).
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Coreia do Sul busca 13ª medalha na disputa de equipes masculinas
A Coreia do Sul tem sido uma presença constante no pódio da disputa da equipe masculina no Campeonato Mundial de Tênis de Mesa. Desde 1995, foram 12 medalhas. Dois vice-campeonatos, em 2006 e 2008 e dez bronzes, incluindo nas últimas quatro edições (1995, 1997, 2001, 2004, 2010, 2012, 2016, 2018, 2022 e 2024). Nestes últimos 31 anos, apenas em 2000 e 2014 a Coreia do Sul ficou fora do pódio, caindo nas quartas de final.
China ficou de fora do pódio em apenas duas ocasiões
Por outro lado, se a Coreia do Sul conseguir o feito de vencer o confronto de quartas, será a primeira vez desde 1991 que a seleção masculina da China fica fora do pódio. Na ocasião, os chinesesperdeu para a Tchecoslováquia por 3 a 2. A equipe masculina chinesa tem 23 ouros, cinco pratas e três bronzes, ou seja, 31 medalhas na história do torneio. Além de 1991, a única outra vez em que a China participou e ficou fora do pódio foi em 1953. Na ocasião, a seleção chinesa ficou em quarto no grupo A, um dos dois grupos do campeonato.
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