Campeão mundial de surfe em 2025, Yago Dora acredita que o Brasil chega ainda mais forte para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O motivo vai além da qualidade da chamada “Brazilian Storm”: a disputa vai acontecer em Trestles, na Califórnia, uma onda onde os brasileiros têm histórico de conquistas.
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“Os brasileiros têm um histórico muito bom em Trestles. Eu venci lá este ano, o Felipe [Toledo] ganhou dois anos seguidos, o Gabriel [Medina] tinha ganho um ano antes. É uma onda que encaixa muito bem com o nosso tipo de surfe, que é ousado e variado”, destacou Yago.
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Caminho até Los Angeles
O Brasil terá duas vagas garantidas no masculino, com a possibilidade de conquistar uma terceira no ISA Games — algo que já ocorreu no ciclo de Paris. Para Yago, não importa quem for convocado, todos têm condições de brigar por medalha.
“O time do Brasil é o mais concorrido para conseguir essas vagas. Independente de quem for, são atletas favoritos às medalhas”, avaliou.
Do título mundial ao próximo desafio
Yago entrou para a história como o último campeão mundial definido no formato das WSL Finals, em decisão direta. Mesmo assim, ele elogiou a volta do circuito ao sistema antigo de pontos corridos.
“Vai ser legal voltar ao formato antigo. É uma maneira mais justa de coroar o campeão da temporada. Às vezes se tinha uma temporada muito boa e o título se perdia na última etapa”, afirmou.
Rivalidade com respeito
Questionado sobre a relação com Medina, Ítalo Ferreira e Toledo, Yago disse que a admiração mútua prevalece. “Todos nós estamos buscando o topo, os títulos. Somos rivais, mas existe muito respeito e admiração pelo trabalho de cada um.”
Evolução constante
Mesmo no topo, o catarinense garante que ainda há muito a evoluir. “O surfe está sempre mudando, a gente se adapta ao mar e aos critérios. Quero começar o ano que vem melhor do que comecei este ano. Continuar buscando objetivos e metas, e uma das principais é garantir a vaga para Los Angeles”, disse.