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Novato brasileiro encara John John e chama atenção em Pipeline



Estreante na WSL, João Chianca encarou de igual para igual o bicampeão mundial John John Florence, que teve que suar para vencer o brasileiro



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Estreante na WSL, João Chianca, de apenas 21 anos, foi o grande destaque do Brasil na abertura da etapa de Pipeline do Mundial de surfe. Em sua primeira bateria no CT, o garoto encarou de igual para a igual o havaiano John John Florence e terminou o longo dia de 16 baterias e mais de oito horas de disputa com a maior somatória entre todos os integrantes da Brazilian Storm.

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Grande revelação do surfe brasileiro, João Chianca não se intimidou por estar na bateria de John John Florence e deu um sufoco no havaiano, que conhece Pipeline como poucos. Conhecido como Chumbinho por ser o irmão mais novo de Lucas Chumbo, campeão mundial de ondas gigantes, o surfista de Saquarema pegou um tubaço logo em sua primeira tentativa e somou 8,43, segunda maior nota até então da competição.

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John John Florence respondeu com um 7,00, mas João Chianca permanecia na liderança, enquanto Jadson André, o terceiro integrante da bateria, com um desempenho bem abaixo, parecia ser apenas um espectador de luxo do duelo entre o haviano e o garoto de Saquarema.

Para assumir a liderança da bateria, John John Florence conseguiu um 8,53, enquanto João Chianca fez 6,87. Na somatória, o havaiano tinha 15,53, apenas 0,23 a frente do brasileiro. O campeão mundial de 2016 e de 2017 só conseguiu um respiro quando alcançou 8,60 e fechou a bateria com 17,13 contra 15,30, que representaram uma excelente estreia para Chianca. Último colocado na bateria, Jadson André ficou com apenas 7,84.

Além de João Chianca, outros cinco brasileiros avançaram direto para o Round 3, mas nenhum deles teve uma atuação tão boa quanto a do estreante. Caio Ibelli teve a segunda maior somatória entre os integrantes da Brazilian Storm, mas, com 10,07, ficou em segundo lugar na bateria 3, atrás do australiano Connor O’Leary.

Já Ítalo Ferreira e Filipe Toledo venceram suas baterias, mas estiveram longe de serem brilhantes. O primeiro somou apenas 7,06, enquanto o segundo fez 7,00. Samuel Pupo ficou em segundo na série de Filipinho com só 4,57 e também avançou. Miguel Pupo foi outro que se classificou para o round 3 em segundo lugar ao fazer 6,20, atrás do australiano Jackson Baker, que venceu com 6,43.

Além de Jadson André, terceiro colocado na bateria de John John e João Chianca, Deivid Silva foi para a repescagem ao ser superado pelo americano Nat Young e pelo italiano Leonardo Fioravanti. Os dois brasileros caíram na mesma bateria, que foi vencida por Carlos Muñoz, da Costa Rica. Silva ficou em segundo lugar, enquanto Jadson André foi o único brasileiro eliminado.

Veja os próximos confrontos e a chave de Pipeline:

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Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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