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Gabriel Medina Margaret River

Surfe

Seis brasileiros se garantem nas oitavas da chave masculina de Margaret River

Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, Peterson Crisanto, Caio Ibelli, Jadson André e Filipe Toledo estão entre os 16 melhores na Austrália.

WSL Cait Miers

Seis brasileiros se garantem nas oitavas da chave masculina de Margaret River

No dia mais longo de todos a etapa, o Brasil saiu com saldo positivo. Depois de 24 baterias, seis brasileiros se garantiram entre os 16 melhores surfistas da chave masculina em Margaret River. Na madrugada desta segunda-feira (3), os destaques ficaram com Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, Peterson Crisanto e Caio Ibelli que não deram chances para os adversários e avançaram de fase. No feminino, Tatiana Weston-Webb já havia se garantido nas oitavas de final após o 1º dia da etapa na Austrália.

Gabriel Medina dita o ritmo e segue vivo

Líder e campeão da última etapa do circuito mundial de surfe, Gabriel Medina teve Connor O’Leary, da Austrália, como adversário e abriu a bateria com um 3.67 em sua primeira onda. Na sequência, Medina somou mais 6.00 no seu total e colocou 9.67 de vantagem contra o australiano. 

A resposta de Connor aconteceu na onda seguinte. Encaixando uma série de manobras, o representante da casa fez um 6.40 e encostou no brasileiro. Após um período sem ondas, os dois surfistas melhoraram seu total e deixaram a bateria viva para a reta final. 

Líder da bateria, Gabriel Medina desferiu duas manobras na parede de água e tirou um 7.50, colocando seu total em 13.50. Já Connor O’Leary somou um 5.17 e chegou em 11.17, se mantendo vivo na briga pela vaga nas oitavas. Nos minutos finais, o brasileiro fechou a disputa. 

WSL/Matt Dunbar

Com mais uma série de manobras, principalmente na junção da onda, Gabriel Medina conseguiu um 7.47, sua segunda maior nota do dia, chegou em 14.97 e foi só questão de esperar a buzina para que o brasileiro se garantisse entre os 16 melhores da etapa de Margaret River. 

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Ao seu estilo, Ítalo Ferreira avança na Austrália

Disputando o lugar nas oitavas de final contra o Adrian Buchan, da Austrália, Ítalo Ferreira começou a bateria ao seu estilo. Buscando gerar volume nos primeiros minutos, o campeão mundial de 2019 conseguiu um 6.50 na primeira nota do dia. 

Tentando bater de frente com o alto volume do brasileiro, Buchan buscou também fazer uma quantidade de ondas e tomou a liderança da disputa ao somar 7.56. Contudo, Ítalo respondeu na sequência e com um 5.17 totalizou 11.17 e voltou a liderar. Em seguida, o brasileiro melhorou ainda mais sua somatória ao trocar o 5.17 por um 7.00, chegando a 13.50 e complicou o australiano. 

(Photo by Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

Em seguida, embalado pelas boas ondas que pegou em sequência, Ítalo Ferreira melhorou mais um pouco seu total, trocando seu 6.50 por um 6.70 e colocou sua somatória em 13.70, complicando a vida de Buchan. 

Nos minutos finais, o brasileiro conseguiu mais duas ondas, subiu seu total para 15.57 e confirmou a vaga entre os 16 melhores da etapa do circuito mundial de surfe, eliminando o australiano. 

Peterson Crisanto está entre os 16 melhores de Margaret River

Primeiro brasileiro a cair na água em busca de uma das vagas para as oitavas de final, Peterson Crisanto teve como adversário Owen Wright, da Austrália. Com as baterias funcionando com Overlap, que é quando duas baterias acontecem de maneira simultânea, o surfista do Brasil não perdeu tempo e antes dos cinco minutos mostrou o que queria. 

Com uma série de manobras na abertura da bateria, Peterson conseguiu uma série de manobras e somou um 7.83. Com esse “cartão de visitas” para o australiano, Crisanto soube usar o tempo e, aos poucos, foi procurando a melhor onda para subir sua somatória e conseguiu. 

Peterson Crisanto
– WSL / PIERRE TOSTEE

Já na metade final da Peterson Crisanto encaixou mais uma série de manobras, tirou um 6.93 e chegou em 14.96. Atrás do brasileiro, Owen Wright surfou duas ondas logo na sequência e fez um 6.50 e um 6.10, ficando com 12.60. Apesar da boa somatória, o australiano seguiu precisando de um 8.26, que seria a maior nota da disputa, para avançar. 

Desta maneira, bastou para o Peterson Crisanto controlar a vantagem que possuía para que a vitória fosse confirmada, por 14.76 a 12.60, e o Brasil confirmou o primeiro surfista nas oitavas de final de Margaret River. 

Ibelli é dominante e se garante entre os 16

No confronto com Michel Bourez, da França, Caio Ibelli foi dominante. Abrindo a bateria aos  poucos, o brasileiro viu o seu adversário abrir vantagem na liderança, com 6.17, mas não se apavorou. Pois, assim que encaixou uma série de manobras, Ibelli tomou a ponta. 

WSL

Com duas ondas acima de 8.10, o brasileiro tomou a ponta da disputa com o surfista da França e deixou Bourez em situação complicada. Com a série de boas ondas surfadas por Caio Ibelli, Michel passou a precisar de um 9.97, o que viria a ser a melhor onda do dia, para conseguir a virada com cerca de oito minutos para o fim. 

Com a vantagem no marcador da bateria, Caio Ibelli controlou o ritmo e jogou com a prioridade para que a conquista da vaga nas oitavas de final na etapa do circuito mundial de surfe fosse confirmada. 

Filipinho é melhor que Miguel Pupo e segue em Margaret River

Com estilos parecidos de surfe, Filipe Toledo e Miguel Pupo fecharam o dia do round 3 da chave masculino. Com um 8.33 em sua primeira onda, Filipinho começou colocando vantagem na disputa com o compatriota. Usando uma tática diferente, Miguel conseguiu encostar na briga pela bateria próximo da metade, quando somou um 6.50 e um 3.60, ficando na segunda colocação por pouco mais de 1 ponto. Na reta final, o mar diminuiu a quantidade de ondas e o tempo passou a ser um fator na disputa brasileira. 

Filipe Toledo
– WSL / DANIEL SMORIGO

Nos últimos minutos, os dois surfistas conseguiram mais uma onda cada e a diferença aumentou. Apesar de não terminar de surfar a onda toda, Filipe Toledo surfou uma maior e com mais manobras. Com isso, o atleta tirou um 5.40 e subiu seu somatório para 13.73. Já Miguel Pupo tirou um 4.83 e chegou em 11.33.

Com isso, faltando cerca de dois minutos, Pupo precisava de uma onda maior que 7 pontos e, pela situação do mar, Filipinho só precisou esperar a buzina tocar para se garantir nas oitavas de final. 

Jadson André vence duelo brasileiro e está nas oitavas

Usando táticas diferentes, Yago Dora e Jadson André fizeram um confronto equilibrado no round 3 da etapa do mundial de surfe na Austrália. Primando pela qualidade, Yago somou 9.57 em quatro notas e assumiu a ponta da disputa contra o compatriota. 

Na contramão, Jadson André optou por tentar ter mais volume de ondas e, com sete ondas surfadas, teve como somatória nove pontos e chegou na reta final da bateria com chances reais de virar e se classificar para as oitavas de final. 

WSL

Dentro dos últimos oito minutos, Jadson virou a bateria. Com um 4.40, o surfista aumentou seu total para 10.43 e jogou a pressão para o compatriota. Precisando de 5.73 para a virada, Yago Dora surfou uma onda da maneira como conseguiu, mas os árbitros deram somente 5.47 e o surfista acabou eliminado na etapa de Margaret River.

Eliminações no round 3

Deivid Silva é eliminado

Enfrentando Griffin Colapinto, dos Estados Unidos, Deivid Silva teve dificuldades na primeira metade. Abrindo a bateria, o americano conseguiu um 7.77 e já colocou pressão no brasileiro. Alguns minutos mais tarde, Colapinto somou em seu total mais 3.83 e chegou em 11.60. 

Diferente de Peterson Crisanto, Deivid teve problemas para achar as melhores ondas e só conseguiu encostar na disputa na reta final. Com uma série de manobras, o brasileiro tirou um 6.00, subiu para 9.60 e entrou nos últimos 10 minutos vivo na briga pela vaga nas oitavas de final da etapa do circuito mundial de surfe. 

Deivid Silva foi o quinto na última etapa do Mundial de Surfe
.(Photo by Cait Miers/World Surf League via Getty Images)

Na reta final, Griffin Colapinto “fechou” a disputa. Com uma série de manobras, o americano conseguiu um 7.90, melhor nota da bateria, e fez com que Deivid Silva precisasse de um pequeno milagre para vencer a disputa, o que não aconteceu e o brasileiro foi eliminado de Margaret River.

Alex Ribeiro é eliminado por 0.03

Na bateria contra o sul-africano Jordy Smith, Alex Ribeiro enfrentou problemas desde o começo do duelo. Com o surfista da África do Sul conseguindo somar 8.34 nas duas primeiras ondas, o brasileiro teve que correr contra o tempo para conseguir a virada. 

Atrás do adversário, Alex encostou quando o relógio da bateria tinha menos de 10 minutos. Com um 4.60 e um 5.87, o brasileiro chegou a 10.47 e ficou precisando de um 5.17 para confirmar a virada. Nos últimos três minutos de disputa, os dois atletas colocaram tudo que ainda tinham e movimentaram as águas de Margaret River. 

(Photo by Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

Primeiro, Jordy Smith achou uma nova onda, trocou uma de suas notas com um 7.00 e chegou ao total de 12.67. Para a virada, Alex Ribeiro precisava de um 6.81 e antes do minuto final o brasileiro encontrou a onda para tentar esta nota. Desferindo uma série de manobras por toda a extensão da onda, o surfista do Brasil melhorou seu total mas com um 6.77 ficou a 0.04 da vaga nas oitavas de final. 

Adriano de Souza cai para Frederico Morais

Em mais um duelo que falava português no round 3 de Margaret River, Adriano de Souza enfrentou o português Frederico Morais. Logo nos primeiros minutos os dois surfistas conseguiram somar pontos e Mineirinho saiu com a vantagem, com 8.37 contra 7.17. 

Em seguida, Morais somou mais um 5.93 no seu total e assumiu a ponta, com 13.10. Como resposta, Adriano de Souza conseguiu um 5.60, chegou em 11.10 e voltou para a disputa. 

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WSL

Na reta final, já lutando contra o tempo, o brasileiro acabou apostando em uma onda que não lhe deu a chance da virada e Frederico Morais se classificou para as oitavas de final de Margaret River. 

Como foi o restante do dia

Caio Ibelli avança e Yago Dora cai para a repescagem

Fechando o round 1 masculino, Caio Ibelli e Yago Dora tiveram um confronto contra Ethan Ewing, da Austrália. Logo nos primeiros minutos, Ibelli pegou uma onda, desferiu uma série de manobras e conseguiu um 6.17. Próximo da metade da disputa, os três surfistas movimentaram suas somatórias. 

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Caio Ibelli seguiu na ponta ao encaixar outra série de manobras e chegar em 11.60. Já Ethan Ewing surfou sua primeira onda e tirou um 6.33. Já Yago Dora conseguiu um 4.33 em suas manobras e seguiu vivo para a reta final da bateria. Dentro dos 10 minutos finais, o australiano conseguiu mais uma nota e complicou Yago. 

Com uma série de manobras em toda a extensão da onda, Ewing somou mais 6.03 e abriu distância para Yago. Logo na sequência, o australiano melhorou sua somatória com um 6.30 e assumiu a liderança, com 12.63. 

Caio Ibelli Mundial de Surfe
– WSL / RYAN JANSSENS

Indo para o tudo ou nada, Dora encostou na dupla. Com a melhor nota da bateria, um 7.17, o brasileiro chegou em 11.50 e ainda tinha segundos para tentar a virada. Em busca de uma onda que lhe desse uma nota 3, o surfista arriscou tudo mais uma vez e errou. Com isso, Caio Ibelli e Ethan Ewing avançaram para o round 3 e Yago Dora foi para a repescagem. 

Devid Silva vai para a repescagem 

Primeiro brasileiro a cair na água, Deivid Silva teve uma vida difícil contra o francês Jeremy Flores e Owen Wright, da Austrália. Com uma série de manobras e ondas na primeira metade da bateria, o surfista australiano abriu vantagem na liderança e deixou Flores e Silva brigando pela segunda vaga. 

Com esse cenário, Deivid cometeu alguns erros e Jeremy Flores passou a maior parte do tempo na segunda colocação, fazendo com que o brasileiro tivesse que correr atrás de ondas. No fim, Owen Wright saiu com a vitória e Jeremy ficou com a segunda vaga no round 3, já Deivid caiu para a repescagem. 

Repescagem

Alex Ribeiro avança sem sofrimento 

Surfando pela vida na etapa de Maragaret River, Alex Ribeiro teve como oponentes o americano Conner Coffin e Dylan Cox, da Austrália. Diferente do que aconteceu no primeiro dia, o brasileiro buscou fazer um volume de ondas no começo e junto com Coffin, dominaram a bateria. 

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Colocando na água a diferença de experiência existente entre a dupla e Dylan Cox, Conner Coffin e Alex Ribeiro controlaram toda a bateria e seguiram para o round 3, eliminando o australiano da competição

Deivid Silva cresce e vence a repescagem 

Outro brasileiro que “mudou” na repescagem foi Deivid Silva. Depois de surfar o round 1 neste domingo e ter caído para a repescagem por conta de alguns erros com o uso da prioridade em momentos cruciais da bateria, o surfista do Brasil foi outro na segunda chance. 

Acertando nas escolhas, Deivid se colocou no topo da bateria e passou a controlar seu destino. Com as melhores notas da bateria, o brasileiro não esteve ameaçado em nenhum momento. Por outro lado, Frederico Morais, de Portugal, e Reef Heazlewood, da Austrália, duelaram até os segundos finais pela segunda vaga, com o atleta europeu levando a melhor e Reef sendo eliminado da etapa do Circuito mundial de surfe.  

Yago Dora se garante entre os 32 melhores 

Assim como Alex Ribeiro e Deivid Silva, Yago Dora também foi outro na disputa da repescagem. Competindo por duas vagas no round dos 32 melhores surfistas de Margaret River com os australiano Jack Robinson e Mikey Wright, o brasileiro soube achar as melhores opções. 

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Como Robinson abriu a disputa com uma nota 8.17, a melhor do dia até então, Yago Dora foi construindo sua somatória. Com isso, surfando a sua maneira, o brasileiro conseguiu um 8.50 e logo na sequência um 4.50, que deram 13.00 de total para o surfista do Brasil e o garantiu no round dos 32. Além do brasileiro, Jack Robinson avançou e Mikey Wright foi eliminado.

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