O Brasil entrou em campo para mais um compromisso no rugby feminino. As Yaras enfrentaram novamente as Tucanes, da Colômbia, e venceram por 19 a 10 no Estádio Nacional, na Barra Funda, em São Paulo. As partidas marcaram os primeiros compromissos da Seleção Brasileira em 2026 e também a estreia de Guilherme Coghetto como treinador principal da equipe de rugby de 15.
O primeiro confronto entre as seleções aconteceu na última terça-feira (26), também com vitória brasileira, por 32 a 20. Os duelos foram os primeiros da equipe desde a disputa da Copa do Mundo realizada na Inglaterra, em 2025.
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O jogo
O Brasil começou em ritmo forte e abriu o placar com um try. A Colômbia respondeu logo na sequência, deixando o marcador em 7 a 5 para as brasileiras. Com o passar da partida, as Yaras assumiram o controle das ações e ampliaram a vantagem. Larissa marcou mais um try para colocar o Brasil em vantagem por 14 a 5, enquanto Raquel também contribuiu com pontos em um chute convertido.
A equipe brasileira seguiu pressionando e aproveitou um roubo de bola para marcar outro try, abrindo 19 a 5 no placar. A segunda etapa foi mais equilibrada, com as colombianas tentando diminuir a diferença, mas sem conseguir ameaçar a liderança brasileira.
Nos minutos finais, as Tucanes conseguiram reduzir a desvantagem para 19 a 10. No entanto, a reação não foi suficiente para mudar o rumo da partida, e o Brasil confirmou mais uma vitória.
Fala, professor!
A Seleção Brasileira inicia um novo ciclo sob o comando de Guilherme Coghetto. O treinador assumiu a missão de renovar parte do elenco e fortalecer o entrosamento da equipe dentro de campo.
“Seguir fazendo as coisas certas, feliz pelas meninas, é só o começo porque temos muita ambição. Como todo início de ciclo, temos que pensar em renovação. São quatro anos divididos em duas etapas. Precisamos muito das jogadoras experientes, que ajudam dentro e fora de campo com profissionalismo e cultura. Mas, ao mesmo tempo, temos que começar a integrar as atletas mais novas neste ciclo”, afirmou o treinador.
Coghetto acredita que o grupo possui grande potencial, mas ressalta a necessidade de tempo para desenvolver a equipe e extrair o máximo de cada atleta.
“Ainda temos algumas jogadoras que estão fora e que vão agregar ao grupo. Estamos planejando realizar quatro jogos no mês de agosto como preparação para o WXV. Espero que consigamos colocar em prática nosso plano de centralizar a equipe em julho”, completou o head coach.
Capitã exalta equipe e vê elenco com potencial
Luiza Campos, capitã da Seleção Brasileira e uma das referências do rugby feminino no país, analisou os dois confrontos diante da Colômbia e o processo de renovação das Yaras.
“Esses dois jogos contra a Colômbia foram muito importantes para nós, porque estávamos há oito meses sem disputar uma partida de rugby de 15, desde a Copa do Mundo. Esses confrontos foram essenciais porque estamos com um grupo muito jovem, com atletas que nunca haviam atuado no rugby de 15 em alto rendimento”, destacou a capitã.
“Sabemos que os jogos contra a Colômbia são sempre muito difíceis. Ainda estamos ajustando nosso modelo de jogo e construindo nosso entrosamento como equipe. Temos até o WXV para aprimorar nossas armas. Somos um time muito rápido. Foi apenas o começo, com partidas intensas. Conseguimos as vitórias, mas ainda temos muito a evoluir. Sabemos que teremos uma jornada muito positiva nos próximos anos”, analisou.
O Brasil já volta suas atenções para os próximos desafios, que serão amistosos programados para agosto, antes da disputa da Copa do Mundo da categoria, que vai acontecer no mês de setembro.