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Quarteto do remo vai receber inédito prêmio Vanderlei Cordeiro de Lima



Andrei Jessé, Diogo Volkmann, Kayki Rocha e Miguel Marques tiveram postura destacável na final do Quatro Sem nos Jogos Pan-americanos Júnior de Assunção e ficam com a primeira edição da honraria



Bronze Brasil Quatro Sem do remo em Assunção 2025
(Marina Ziehe/COB)

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) criou uma premiação no Prêmio Brasil Olímpico (PBO). É a Medalha Vanderlei Cordeiro de Lima, honraria esportiva-humanitária que celebra gestos de espírito olímpico, ética e humanidade no esporte.

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Os primeiros homenageados serão os atletas do Quatro Sem, do remo, que conquistaram um bronze histórico nos Jogos Pan-americanos Júnior de Assunção 2025. Eles perderem um remo durante a final.

A entrega da medalha acontecerá durante o PBO 2025 no dia 11 de dezembro, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Forqueta

Andrei Jessé, Diogo Volkmann, Kayki Rocha e Miguel Marques compuseram o Quatro Sem na ocasião. O remo de Miguel escapou por conta de um problema na forqueta, peça que sustenta o equipamento.

“É um privilégio ser um dos primeiros homenageados pela medalha Vanderlei Cordeiro de Lima, atleta que é uma das maiores referências de superação no esporte. Agradeço ao Comitê Olímpico do Brasil pela honra de receber essa honraria”, disse Miguel Marques.

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300 metros do fim

Desde a largada, Brasil e Chile assumiram a dianteira coma Argentina na cola. A aproximadamente 300 metros do fim, a forqueta se soltou. “Mesmo diante da adversidade, conseguimos manter o foco e ainda terminar a prova com a 3ª colocação. Isso mostra o quanto estávamos focados e o quanto nos dedicamos para representar o Brasil”, acrescentou Diogo.

Bronze Brasil Quatro Sem do remo em Assunção 2025
(Confederação Brasileira de Remo/Carol Coelho)

Atenas 2004

Marco La Porta, presidente do COB, disse que “ninguém melhor que o Vanderlei para dar nome a este prêmio, um atleta que deu um grande exemplo de valores olímpicos na sua carreira. Com esta honraria, o COB reafirma seu compromisso com o que vai além das medalhas e dos recordes, celebramos atitudes que unem ética, humanidade e esportividade. E, assim, inspiram gerações e reforçam o papel transformador do esporte na sociedade.”

A honraria recebe o nome do medalhista de bronze na maratona dos Jogos Olímpicos Atenas 2004. Na ocasião, Vanderlei foi atacado por um fanático quando liderava a disputa e, mesmo muito prejudicado, o brasileiro seguiu na prova e conquistou a medalha de bronze, sendo ovacionado na chegada ao estádio Panathenaico ao fazer o aviãozinho e mandar beijos aos torcedores.

“Fiquei surpreso, mas muito feliz pela escolha do meu nome em um prêmio dessa importância. Uma honraria que reforça a importância dos valores olímpicos, do fair play, e que enaltece ainda mais a minha história. Jamais imaginei que poderia receber tamanha honraria. Sou muito grato por tudo, mais uma vez, ao Comitê Olímpico do Brasil e também a ferramenta do esporte, por ter transformado a minha vida em todos os sentidos”, disse Vanderlei.

Pierre de Coubertin

Assim como a medalha Pierre de Coubertin, criada pelo Comitê Olímpico Internacional e recebida por Vanderlei após os Jogos de Atenas, a honraria brasileira surge para homenagear atletas e personalidades do esporte após demonstrações de grande espírito olímpico. Como foi o caso dos atletas do Quatro Sem no Pan-americano Júnior de Assunção.

A premiação não está necessariamente ligada ao desempenho atlético ou à vitória em uma prova, mas sim ao reconhecimento pelos atos de esportividade exemplar e humanidade. Ela reconhece a integridade, respeito pelos adversários e pelas regras, e a demonstração de valores como solidariedade, ética e perseverança em situações desafiadoras ou adversas.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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