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Paris 2024

 

Guia do paraatletismo em Paris-2024: agenda, chances e história



Confira tudo sobre o atletismo dos Jogos Paralímpicos de Paris-2024 com agenda, chances do Brasil e histórico da modalidade



Atletismo nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024
Alessandra Cabral/CPB

Atletismo nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024

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Chances do Brasil

Petrúcio Ferreira, mundial de atletismo paralímpico
Petrúcio Ferreira comemorou seu quarto título mundial nos 100m em Kobe 2024 (Ale Cabral/CPB)

O Brasil tem tudo para conquistar muitas medalhas no atletismo nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024. Nos dois últimos Mundiais, o país brigou pódio por pódio com a China pela liderança do quadro de medalhas e acabou em segundo nos dois. Em 2023, foram 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes, enquanto em 2024 foram 19 ouros, 12 pratas e 11 bronzes.

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Um dos candidatos a estrela do Brasil no atletismo nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024 é Petrúcio Ferreira. O paralímpico mais rápido do mundo vai correr os 100 m, os 400 m e também o revezamento universal. Yeltsin Jaques nas provas de fundo, Beth Gomes, no arremesso de peso e no lançamento de disco, Raissa Machado, no lançamento de dardo, e Jerusa Geber, nos 100 m para deficientes visuais. Entre os estreantes, Wanna Brito, que ganhou ouro no lançamento de club e no arremesso de peso no último Mundial, tem tudo para fazer bonito novamente.

Wanna Brito Meeting Paralímpico Macapá
Wanna Brito ganhou dois ouros no último Mundial (Alessandra Cabral/CPB)

Atletismo do Brasil nos Jogos Paralímpicos

O atletismo é a modalidade em que o Brasil mais conquistou medalhas em Jogos Paralímpicos. Ao todo, o país já faturou 170 medalhas na história da competição, somando os pódios das provas nas pistas e no campo – foram 48 de ouro, 70 de prata e 52 de bronze.

O atletismo paralímpico brasileiro teve a sua melhor participação nos Jogos do Rio 2016, quando foi responsável por 33 medalhas de um total de 72 pódios conquistados pela delegação brasileira. Uma
representatividade de 46% do total. Em Tóquio 2020, os esportistas do atletismo subiram ao pódio 28 vezes.

elizabeth gomes medalha de ouro lançamento de disco jogos paralímpicos tóquio 2020
Beth Gomes foi campeã paralímpica do lançamento de disco em Tóquio-2020 (Wander Roberto/CPB)

Quadro de medalhas do atletismo nos Jogos Paralímpicos

Clas.PaísOuroPrataBronzeTotal
1 Estados Unidos3903833351.108
2 Grã-Bretanha205163186554
3 Canadá199165164528
4 China187149100436
5 Austrália155162165482
6 Alemanha Ocidental140125121386
7 Polônia 11710790314
8 Espanha 856761213
9 França 748677237
10 Alemanha  7096106272
11 África do Sul 705554179
12 Suíça  676861196
13 México 646468196
14 Japão  606654180
15 Suécia 554834137
16 Itália  535867178
17 Bélgica  534634133
18 Brasil  517354178
19 Finlândia  466453163
20 Áustria  436265170
21 Rússia  43302194
22 Tunísia 423923104
23 Nova Zelândia 403229101
24 Ucrânia  385544137
25 Irlanda  383963140
26 Holanda364845129
27 Irã  36302894
28 Dinamarca 36241777
29 Israel  353739111
30 Cuba  34161767
31 Noruega  27292682
32 Egito  25273587
33 Argélia  23223075
34 Coreia do Sul  21161754
35 União Soviética  219636
36 Quênia  18141446
37 Portugal  17142152
38 Tailândia  16161446
39 Marrocos  1611936
40 Argentina  15333179
41 República Checa  15191852
42 Jamaica  1481335
43 Nigéria  143421
44 RPC  12131338
45 Kuwait  11161643
46 Equipe Unificada  (CEI)1110728
47 Bielorrússia  10172047
48 Iugoslávia  10111637
49 Hong Kong  871732
50 Uzbequistão  83516
51 Azerbaijão  77822
52 Grécia  6172447
53 Índia  514726
54 Lituânia  591226
55 Bulgária  58316
56 Letônia  55818
57 Croácia  461424
58 Rodésia  45514
59 Angola  4318
 Sérvia  4318
61 Checoslováquia  42612
62 Malásia  4037
63 Hungria  310619
64 Colômbia  391931
65 Venezuela  37919
66 Panamá  3418
67 Costa do Marfim  3115
 Trinidad e Tobago  3115
69 Eslovênia  24511
70 Namíbia  24410
71 Bahrein  23510
72 Iraque  2327
 Mianmar  2327
 Zimbábue  2327
75 Eslováquia  2158
76 Chile  2002
 Taipé Chinês 2002
78 Emirados Árabes Unidos  16613
79 Islândia  15612
80 Jordânia  1427
81 Indonésia  1348
82 Estônia  1326
83 Porto Rico  1225
 Arábia Saudita  1225
85 Etiópia  1203
86 Paquistão  1113
87 Costa Rica  (CRC)1102
 Participantes Paralímpicos Independentes  1102
89 Sri Lanka  1034
90 Equador  1023
91 Botsuana  1001
 República Dominicana 1001
 Fiji  1001
 Sudão  1001
95 Alemanha Oriental  0303
96 Bahamas  0224
97 Luxemburgo  0213
98 Chipre  0202
99 Palestina  0123
100 Malta  0112
 Uganda  0112
102 Papua Nova Guiné  0101
103 Cabo Verde  0011
 Moldávia  0011
 Moçambique  0011
 Omã  0011
 Peru  0011
 Catar  0011
 Ruanda  0011
 Sérvia e Montenegro  0011
 Turquia  0011
 Uruguai  0011
 Vietnã0011
Totais2.9842.9302.8098.723

Classificação esportiva

Jerusa Geber e Lorena Spoladore 100 m T11 feminino
Atletas com deficiência visual correm com a ajuda de atletas-guia (Miriam Jeske/CPB)

O atletismo pode ser praticado por atletas com deficiência física, visual ou intelectual. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto no feminino quanto no masculino.

Provas de pista e rua

Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional. Os que disputam provas de pista e de rua (velocidade, meio-fundo, fundo
e maratona) e saltos (em altura e em distância) levam a letra T (de track) em sua classe.

T11 a T3 – Deficiências visuais
T20 – Deficiências intelectuais.
T31 a T38 – Paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes; 35 a 38
para andantes).
T40 a T41 – Baixa estatura.
T42 a T44 – Deficiência nos membros inferiores sem a utilização de
prótese.
T45 a T47 – Deficiência nos membros superiores.
T51 a T54 – Competem em cadeiras de rodas.
T61 a T64 – Amputados de membros inferiores com prótese.
RR1 a RR3 – Deficiência grave de coordenação motora competindo
na petra

Provas de arremessos e lançamentos

Já os atletas que fazem provas de campo (arremessos e lançamentos) são identificados com a letra F (field) na classificação.

F11 a F13 – Deficiências visuais
F20 – Deficiências intelectuais
F31 a F38 – Paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes; 35 a 38
para andantes)
F40 e F41 – Baixa estatura
F42 a F44 – Deficiência nos membros inferiores
F45 e F46 – Deficiência nos membros superiores
F51 a F57 – Competem sentados (sequelas de poliomielite, lesões
medulares, amputações)
F61 a F64 – Amputados de membros inferiores com prótese

Deficientes visuais

Para os atletas com deficiência visual, as regras de utilização de atletasguia e de apoio variam de acordo com a classe. Sendo obrigatório para os atletas da classe T11 (acuidade visual menor que LogMAR 2.60), opcional para a classe T12 (acuidade visual de LogMAR 1.50 até 2.60; e/ou campo visual menor que 10 graus de diâmetro) e não permitido para os competidores da classe T13 (acuidade visual de LogMAR 1.40 até 1; e/ou campo visual menor que 40 graus de diâmetro).

Nas provas de fundo de 5.000m, de 10.000m e na maratona, os atletas das classes T11 e T12 podem ser auxiliados por até dois atletas-guia durante o percurso (a troca pode ser feita no decorrer da disputa). No caso de pódio, apenas o atleta-guia que terminar a prova recebe medalha.

ATLETA-GUIA E APOIO

T11 – Corre ao lado do atleta-guia e usa o cordão de ligação. No salto
em distância, é auxiliado por um apoio.
T12 – Atleta-guia e apoio, no salto, são opcionais.
T13 – Não pode usar atleta-guia e nem ser auxiliado por um apoio.



Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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