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Paris 2024

Gustavo Borges prevê ciclo olímpico agitado e emocionante

Ex-nadador e medalhista olímpico, Gustavo Borges fez uma análise do que espera do ciclo olímpico até os Jogos de Paris, em 2024

GUSTAVO BORGES
POKER

Assim que os Jogos Olímpicos de Tóquio (JAP) se encerraram, em agosto de 2021, os olhos do mundo esportivo se voltaram a Paris. Isso porque a cidade francesa será a sede da próxima Olimpíada, que acontecerá em 2024, “apenas” três anos depois da disputa no Japão. Mesmo com o período mais curto de preparação, há quem veja pontos positivos na situação. É o caso do ex-nadador Gustavo Borges, embaixador da Poker no Brasil, que acredita que a diminuição em um ano entre as disputas olímpicas trará benefícios aos atletas mais jovens, mas, principalmente, aos mais veteranos.

“O ciclo olímpico para Paris-2024 ficou mais enxuto, mas acredito que o desafio tenha ficado mais “fácil” para os atletas. Os jovens tem oportunidade de ir novamente em um curto espaço de tempo e os mais velhos ganham uma vantagem pela diminuição do período”, analisou Gustavo Borges, que completou: “Seria mais desafiador esperar 4 anos por outra Olimpíada. O desafio, agora, é manter o treino e o foco em um ciclo olímpico mais curto. Será mais emocionante e mais agitado do que em anos anteriores”.

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O Brasil teve a melhor Olimpíada de sua história no Japão. Ao todo, foram 21 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata e oito de bronze, um recorde para a delegação do país. E a natação brasileira teve um papel importantíssimo nessa conquista, com o ouro de Ana Marcela Cunha (maratona aquática) e os bronzes de Fernando Scheffer (200m livre) e Bruno Fratus (50m livre). 

Com Cunha e Fratus sendo “figurinhas carimbadas” na modalidade, já tendo conquistado medalhas em Mundiais, o destaque do país ficou por conta de Scheffer. O jovem de 23 anos disputou sua primeira Olimpíada, e logo de cara subiu ao pódio. O surgimento do jovem talento abre de vez as portas para a “nova geração” da natação brasileira.

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“A nova geração está bem adaptada, não muda muito em relação ao mindset das antigas. Na nossa época íamos para cima, treinávamos e fazíamos as coisas acontecerem. Eles também fazem isso. Acredito que exista uma ansiedade natural para ter respostas mais rápidas, como também era conosco, mas estão encarando o desafio de forma tranquila”, disse Borges.

Para Gustavo Borges, um dos focos nesse ciclo mais curto, e essencial para que os atletas sigam fortes em Paris-2024, deve ser a excelência nos treinamentos. O ex-nadador acredita que, dessa forma, quem irá desempenhar um papel essencial para manutenção do “boom” do recorde de medalhas do país serão os patrocinadores.

“Todo o patrocínio é bem-vindo no suporte ao atleta. Você precisa deles para ter atletas treinados, focados e motivados. É fundamental. Como embaixador da marca, é isso que vejo a Poker trazendo também na natação, com o apoio e preparação dos atletas. É claro que todos os esportes possuem materiais específicos de cada área, e quanto melhor eles forem, melhor será a base de treinamento. Estamos falando de alto rendimento, então o material é fundamental. Os atletas buscam sempre as melhores condições para que o treino seja feito com excelência e os resultados apareçam”, finalizou Borges.

Os nadadores brasileiros encerraram nesta semana a participação no Mundial em Piscina Curta de Doha (CAT), com três medalhas. Foram elas o ouro do veterano Nicholas Santos (41 anos), o bronze de João Gomes Jr. (35 anos) e o bronze no revezamento 4x200m livre com boa parte da nova geração: Murilo Sartori (19 anos), Kaíque Alves (21 anos), Breno Correia (22 anos) e o medalhista olímpico Fernando Scheffer (23 anos).

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