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10 anos dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e o ouro do Brasil no futebol de cegos



Dez anos após a Rio 2016, relembre as medalhas do Brasil nos esportes coletivos, com destaque para o ouro no futebol de cegos



Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2016. - Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2016. - JOGOS PARALÍMPICOS RIO 2016 - Futebol de 5 - Brasil x Irã. ©Alaor Filho/MPIX/CPB
JOGOS PARALÍMPICOS RIO 2016 - Futebol de 5 - Brasil x Irã. ©Alaor Filho/MPIX/CPB

Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 completam dez anos neste mês e seguem como um dos capítulos mais marcantes da história do esporte paralímpico brasileiro. Em casa, o Brasil conquistou 72 medalhas, sendo 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. Entre os pódios, os esportes coletivos tiveram participação importante, com quatro medalhas em três modalidades diferentes: um ouro e três bronzes.

Hegemonia no futebol de cegos

O principal destaque ficou com o futebol de cegos, chamado de futebol de 5 na época. A seleção brasileira manteve a hegemonia na modalidade e conquistou o quarto título paralímpico consecutivo. Depois dos ouros em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, o Brasil voltou a subir no lugar mais alto do pódio diante da torcida brasileira.

Na decisão, disputada em 17 de setembro de 2016, a equipe brasileira venceu o Irã por 1 a 0 e garantiu mais uma medalha de ouro para o país. A campanha terminou invicta, com o Brasil passando pela fase de grupos e eliminando a China na semifinal antes da final contra os iranianos.

Fizeram parte daquela equipe campeã Luan, Cássio, Damião, Jefinho, Ricardinho, Tiago, Nonato, Felipe, Dumbo e Vinicius. O resultado consolidou uma das maiores sequências de domínio do Brasil em uma modalidade paralímpica coletiva, com quatro títulos consecutivos desde a estreia do futebol de 5 no programa dos Jogos.

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Futebol de 7 também terminou no pódio

Outro esporte coletivo masculino a conquistar uma medalha no Rio foi o futebol de 7. A equipe brasileira ficou com o bronze depois de vencer a Holanda por 3 a 1 na disputa pelo terceiro lugar, também em 17 de setembro.

O destaque da partida foi Leandro do Amaral. O brasileiro marcou os três gols da vitória que garantiu o lugar no pódio para o Brasil. A equipe contou ainda com Marcos dos Santos, Jonatas Machado, Fernandes Vieira, José Carlos Guimarães, Diego Delgado, Fabrizio Nascimento, Igor Rocha, Hudson Januário, Wesley de Souza, Wanderson de Oliveira, Gilvano Diniz, Maycon de Almeida e Felipe Rafael Gomes.

O bronze encerrou a participação brasileira no futebol de 7 diante da torcida no Rio de Janeiro e colocou a modalidade entre os esportes coletivos que contribuíram para a campanha histórica da delegação.

Goalball masculino conquista o bronze

No goalball, o Brasil também terminou no pódio. A seleção masculina ficou com o bronze após derrotar a Suécia por 6 a 5, em uma partida marcada pelo equilíbrio.

A medalha representou o segundo pódio consecutivo do Brasil na modalidade, depois da prata conquistada em Londres 2012. Leomon foi um dos principais nomes da equipe e teve papel decisivo na campanha brasileira. O jogador também havia conquistado a prata quatro anos antes, consolidando-se entre os destaques do goalball nacional.

A equipe brasileira contou ainda com José Roberto Oliveira, Alex de Melo, Alexsander Celente, Josemarcio Sousa e Romário Marques. O bronze no Rio reforçou a presença do goalball entre as modalidades coletivas de destaque do país nos Jogos Paralímpicos.

Vôlei sentado feminino fecha os pódios coletivos

A quarta medalha brasileira em esportes coletivos veio no vôlei sentado feminino. Depois de uma campanha invicta na fase de grupos, com vitórias sobre Canadá, Ucrânia e Holanda, o Brasil avançou às semifinais.

Na disputa por uma vaga na final, a seleção perdeu para os Estados Unidos por 3 sets a 0. Na sequência, teve pela frente novamente a Ucrânia, adversária que havia enfrentado na primeira fase. Desta vez, valendo o bronze, o Brasil levou a melhor e venceu por 3 sets a 0, garantindo a medalha.

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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