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Campeonato das Américas marca estreia de nova comissão técnica

Campeonato das Américas de goalball feminino, realizado em São Paulo, marca a estreia oficial de Jônatas Castro no comando da seleção brasileira

Campeonato das Américas de Goalball
Jônatas acena para torcida durante os Jogos Rio 2016, competição na qual atuou como auxiliar técnico da Seleção Brasileira feminina de goalball | Foto: Cezar Loureiro/CPB

Quando a seleção brasileira feminina de goalball entrar em quadra na próxima sexta-feira, 18, às 9h30, Jônatas Castro fará a sua estreia como técnico da equipe em uma competição oficial. Em seu primeiro desafio como treinador do Brasil, o pernambucano, que fará 39 anos no próximo domingo, 20, enfrentará a Venezuela pela primeira rodada do Campeonato das Américas de goallball. O torneio ocorrerá entre os dias 18 e 22 de fevereiro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. 

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A seleção feminina foi vice-campeã nas três edições da competição realizadas até agora: 2005, 2013 e 2017, sendo que o torneio só não foi disputado na capital paulista em 2013. À ocasião, o campeonato foi sediado em Colorado Springs (EUA). 

Como o Brasil jogará

Auxiliar técnico da Seleção entre 2014 e 2021, o atual treinador afirmou que busca um estilo de jogo mais “dinâmico” e “imprevisível para as adversárias”. Durante o torneio, o Brasil pode enfrentar os EUA, que eliminaram as brasileiras nas semifinais dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Na decisão, as norte-americanas foram superadas pela Turquia e ficaram com a medalha de prata. Já o Brasil terminou a competição na quarta colocação.  

Em relação à Seleção Brasileira que foi para a capital japonesa, Jônatas promoveu duas mudanças: as alas Ana Carolina Duarte e Victória Amorim foram substituídas por Larissa Saturnino (pivô) e Danielle Longhini. “Além de renovar o time, nossa pretensão é ampliar o leque de meninas tecnicamente capazes de representar a Seleção. Mais do que isso, a modernização pretendida exige meninas versáteis e que se adaptem ao jogo dinâmico, com condições de exercerem diferentes funções em quadra”, justificou o treinador. 

O Campeonato das Américas valerá vaga para o Mundial da modalidade, marcado para junho, na China. A Seleção feminina busca ser uma das duas classificadas. Para tanto, tem que chegar à final. Caso os EUA sejam um dos times finalistas, a terceira colocação bastará, pois as norte-americanas já possuem vaga no Mundial. 

Confira outras respotas do treinador

O que pretende com a duas trocas feitas em relação à convocação para Tóquio?

Além de renovar o time, nossa pretensão é ampliar o leque de meninas tecnicamente capazes de representar a Seleção. Mais do que isso, a modernização pretendida exige meninas versáteis e que se adaptem ao jogo dinâmico, com condições de exercerem diferentes funções em quadra. O atual sexteto, convocado para o Campeonato das Américas, foi o que obteve o melhor desempenho para a atual proposta.

Além das trocas de jogadoras, qual é a principal mudança desta Seleção para a que jogou em Tóquio?

Observamos que o estilo de jogo das nossas principais adversárias estava muito mais dinâmico após a pandemia. Isso nos trouxe dificuldades nos Jogos Paralímpicos. Desde dezembro de 2021, quando assumi a Seleção nos treinamentos, trabalhamos para modernizar nossa dinâmica. A ideia é ser mais imprevisível e de mais difícil leitura às adversárias. Já neste Campeonato das Américas, vamos apresentar esse novo conceito e avaliar ainda mais as mudanças para o futuro.

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Explique um pouco melhor essas mudanças que pretende implantar. 

Implantamos um formato mais desafiador, com maior quantidade de treinos, considerando treinamentos físicos, técnicos e táticos. Desta forma, a intensidade dos treinamentos exige maior esforço físico e mental, porém sempre em doses adequadas ao condicionamento do grupo. Isso exigiu um planejamento mais amplo com a nova comissão técnica. Felizmente, a resposta das atletas tem sido satisfatória. Percebemos um grande avanço dentro do que prevíamos para este momento pré-competição. 

O Brasil é uma das melhores seleções do mundo, mas ainda não conquistou nenhuma medalha nos Jogos Paralímpicos e foi três vice-campeão no Campeonato das Américas. Com essas mudanças implementadas, acredita que o título nesta edição ficará mais próximo?

Traçamos pequenos objetivos dentro do torneio. Todos são reais! A primeira missão, já na fase de grupo, é apresentar eficiência no nosso novo conceito de jogo. Em seguida, vamos em busca da vaga para o Mundial. E, claro, buscar o título, que seria inédito para o Brasil nesta competição. Sabemos que será um campeonato muito difícil, mas, pelo patamar que o Brasil já tem e com as novas propostas em prática, o título é possível.

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