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Audiência futebol feminino - Campeonato Brasileiro Feminino

Futebol

Recordes de audiência consolidam evolução do futebol feminino

Graças às plataformas digitais, Campeonatos Brasileiro e Paulista tiveram números inéditos, atraindo patrocinadores e mostrando a força da modalidade

Corinthians foi o campeão do Brasileiro Feminino de 2020 (Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Recordes de audiência consolidam evolução do futebol feminino

Em 2019, o futebol feminino viveu seu auge. Presenciamos uma Copa do Mundo histórica, com recordes de audiência, visibilidade, torcida. E mais do que isso, vimos florescer um brilho de esperança. Mas aí veio 2020 e com ele, a pandemia e a preocupação de que o cenário adverso pudesse frear esse crescimento da modalidade. 

De fato, foram meses de apreensão, especialmente para os clubes de menor estrutura, como já havia alertado Emily Lima ao blog, já que foram os que mais sofreram com toda a situação. Aos poucos, o futebol foi voltando, vieram os Campeonatos Brasileiros, estaduais…

E agora, prestes a acabar o ano, podemos dizer que o saldo foi positivo, especialmente no quesito audiência, que inclusive, sempre foi um ponto questionado pelos “opositores” do futebol feminino. 

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Mas 2020 veio para acabar com esse questionamento. E graças a um novo aliado: o meio digital. Colocar partidas da modalidade nos canais de televisão, abertos ou fechados, sempre foi um desafio, mesmo antes da pandemia. Mas nesse ano, Twitter e Facebook se consolidaram como alternativa a esse cenário e provaram seu sucesso. 

Números recorde

O Twitter já tinha parceria com o futebol feminino desde o ano passado. Mas a audiência das transmissões do Campeonato Brasileiro Feminino na plataforma em 2020  mais que triplicou em relação a 2019: foram mais de 5 milhões de pessoas que assistiram aos jogos neste ano, contra 1,5 milhão no anterior. 

E as estatísticas não param por aí. O dérbi paulista, entre Corinthians e Palmeiras, na semifinal do Brasileirão, marcou o recorde da competição na rede social, ultrapassando o número de 1 milhão de visualizações únicas, além de 34 mil pessoas simultâneas. Algo inédito para a competição.

O Facebook também não ficou para trás. A página do Olimpíada Todo Dia na rede social transmitiu o Paulistão e também teve números recordes de visualização no dérbi paulista e na semifinal entre Red Bull Bragantino e Ferroviária. E no total, a plataforma alcançou a também inédita marca de 33 mil visualizações simultâneas no duelo entre Corinthians e Palmeiras no estadual. 

Impactos

Esse movimento trouxe também outros impactos importantes. O primeiro e mais imediato foi nas emissoras de televisão, que correram para ter o seu espaço e transmitir as finais do Brasileiro e do Paulista. Assim, o futebol feminino esteve em múltiplas plataformas, simultaneamente, se tornando mais acessível para o público e destacando o caráter democrático do esporte, esquecido por tantas vezes.

E o segundo e talvez principal impacto foi em relação aos patrocinadores, que cresceram junto com a audiência do futebol feminino. O Campeonato Brasileiro Feminino começou com apenas uma patrocinadora, a Guaraná. A marca, no entanto, não ficou “apenas” em um simples apoio e se dedicou a uma série de ações e campanhas. Resultado final: dez novas empresas passaram a dar suporte à modalidade. 

“O aumento dos números de audiência nas transmissões do Brasileiro Feminino A1 só enfatiza a consolidação do futebol feminino no cenário nacional e caminha junto com a evolução da competição nos últimos anos. Pela primeira vez na história tivemos o uso do VAR, troféu de craque da partida, jogos nos grandes estádios, entre outras ações que marcam diversos ineditismos mesmo em um momento tão difícil para o futebol mundial”, destacou Aline Pellegrino, Coordenadora de Competições Femininas da CBF.

“O futebol feminino está crescendo. Então saber que o público está acompanhando essa caminhada de perto, através das transmissões e plataformas como o Twitter, é parte fundamental da construção”, completou.

No caminho certo

Vale lembrar, no entanto, que estamos falando “apenas” do topo de uma pirâmide que é muito maior e ainda tem uma base bastante precária. É o caso de clubes com menor estrutura, que sequer profissionalizam suas atletas, e também das categorias de formação, que vêm ganhando mais atenção, mas ainda precisam evoluir muito, especialmente se comparadas com o masculino.

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Mas fato é que, aos poucos, de cima para baixo, essa realidade vai mudando. E 2020 veio para mostrar isso. Clubes, marcas e torcida começam a entender a força do futebol feminino como esporte e como mercado. Que 2021 traga ainda mais avanços para a modalidade. E que, desta vez, possamos estar todos juntos nas arquibancadas apoiando as nossas guerreiras! 

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