O brasileiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, sensação dos Jogos Paralímpicos de Paris, segue assombrando o mundo. Nesta segunda-feira (22), no Mundial de Natação Paralímpica de Singapura, ele nadou a final dos 150 m medley na classe S3, uma acima da dele, deixou três dos oito rivais para trás e ainda saiu da piscina com o recorde mundial.
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Gabrielzinho é da S2, classe da natação paralímpica que reúne atletas com deficiências mais limitantes quando comparados com os da S3. Na final dos 150 m medley da S3, nesta segunda, ele terminou com a quinta colocação cravando 3min16s26, recorde mundial da prova na S2. Deixou pra trás o turco Umut Unlu, o mexicano Marcos Rafael Rodriguez e o bósnio Ismail Barlov. Gabrielzinho chegou a passar bater em segundo lugar nos primeiros 50 metros.

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Comecei muito bem
“Esta é uma prova diferente, em que eu vim para tumultuar mesmo. A gente tem que aproveitar todas as oportunidades. Na minha classe, S2, eu imponho minha posição. Aqui (na S3), se eu estiver no lugar certo, na hora certa, posso pegar algo bom. De qualquer forma, é bom para quebrar o gelo e estou muito feliz com meu resultado, comecei o Mundial muito bem”, afirmou.
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Gabrielzinho conquistou três medalhas de ouro nos Jogos de Paris, nos 50 m e 100 m costas, além dos 200 m livre. Tem, ainda, mais dois ouros e uma prata conquistados em Tóquio-2020. Agora no Mudial de Singapura buscará o tricampeonato nos 100 m costas. Tudo na classe S2. Em mundiais, é dono de seis medalhas de ouro, sendo três em Madeira 2022 e outras três em Mancheter no ano seguinte.
Seis medalhas
Além do recorde mundial, o Brasil conquistou seis medalhas e um recorde continental no segundo dia do Mundial de Natação Paralímpica. Foram quatro de prata, com Thomaz Matera, Lucilene Sousa, Gabriel Bandeira e no revezamento 4×50 m misto 20 pontos, formado por Lídia Cruz, Tiago Oliveira, Mayara Petzold e Samuel Oliveira. Lídia Cruz e Samuel Oliveira ganharam também um bronze cada.

Thomaz Matera foi prata nos 100 m borboleta da classe S11 com direito a recorde das Américas, 1min02s39. Já Lucilene Sousa foi vice-campeã nos 100 m borboleta da S12. Ela liderou boa parte da disputa, sendo superada pela espanhola Maria Delgado Nadal nos metros finais. “Essa não era minha expectativa, queria buscar a medalha dourada. Mas é uma honra ser a vice-campeã. A estratégia foi passar forte e confiar no trabalho. Eu cansei um pouco no final”, afirmou Lucilene.
Gabriel Bandeira foi prata nos 100 m costas para a classe S14. “Não gostei tanto da minha prova. Fiz um tempo parecido com o dos Jogos de Paris e já tinha evoluído este ano. Esperava nadar perto de 57 segundos. Mas eu garanti mais uma medalha e bola para frente. É muito bom estar no pódio, no topo”, disse. Ele cravou 58s37 na final.
Samuka e Lídia
Lídia Cruz conquistou a primeira medalha do dia para o Brasil no Mundial de Natação Paralímpica. Foi bronze nos 100m livre da classe S4. “Foi uma prova bem difícil. A gente não está trabalhando ela há muito tempo por não fazer parte dos Jogos Paralímpicos, mas já que abriu no Mundial, pensamos: ‘vamos com tudo!’ A meta era ficar no pódio e foi conquistado.”
Já Samuel Oliveira ficou em terceiro nos 50 m costas da classe S5. “Prova muito difícil, que venho treinando bastante, porque temos grandes chances de pódio. Não foi o meu melhor resultado, este foi meu segundo melhor tempo da vida. Gostei da minha prova, do resultado. Ainda tem bastante competição pela frente. Vou continuar me dedicando para conseguir mais pódios para o Brasil.”
Reveza
Samuka também falou sobre a prata no revezamento. “Nosso time têm grandes atletas e sabíamos que iríamos dar o nosso máximo e correr atrás da medalha. Eu estava vendo a adversária se aproximando no fim da prova, mas não deixei a gente ficar para trás”, disse. Mayara Petzold, da classe S6, acrescentou: “foi muito bom. Fomos com tudo nesta minha estreia na competição e estou muito feliz”.