O marco de 10 anos dos Jogos Paralímpicos Rio-2016 resgata momentos históricos. Destaque da delegação na ocasião, o atletismo rendeu 33 medalhas para o país, e a trajetória que simbolizou o desempenho brasileiro no evento foi o surgimento de Petrúcio Ferreira. Aos 19 anos, o paraibano fazia a sua estreia no maior palco do planeta já gravando o próprio nome nos livros de recordes.
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Em solo carioca, Petrúcio subiu ao pódio três vezes. Foi campeão nos 100m T47, faturou a medalha de prata nos 400m T47 e conquistou outra prata no revezamento 4x100m, correndo ao lado de Renato Cruz, Yohansson Nascimento e Alan Fonteles.
O impacto nos 100m T47 (classe para atletas com comprometimento em membros superiores) foi imediato. Logo na eliminatória, Petrúcio cruzou a linha em 10s67 para cravar nova marca mundial. No dia seguinte, confirmou a medalha de ouro baixando o tempo para 10s57 e estabelecendo o segundo recorde mundial na mesma edição dos Jogos.

A arrancada para o topo do mundo
A conquista na Rio-2016 não foi por acaso. No ano anterior, o paraibano faturou dois ouros nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015, nos 100m e 200m. A estreia dourada no Rio de Janeiro foi apenas o início do que viria pela frente:
- Tóquio-2020: Repetiu o ouro nos 100m T47 e garantiu o bronze nos 400m T47.
- Marca histórica em 2022: Correu para 10s29 no Desafio CPB/CBAt, em São Paulo, tornando-se o atleta paralímpico mais rápido da história.
- Paris-2024: Se consagrou tricampeão paralímpico consecutivo nos 100m T47.
- Títulos Mundiais: Acumula cinco conquistas (Londres-2017, Dubai-2019, Paris-2023, Kobe-2024 e Nova Déli-2025).
Outros recordes na edição
Além dos feitos de Petrúcio, outros dois brasileiros derrubaram marcas mundiais na Rio-2016. O paulista Daniel Martins faturou a medalha de ouro nos 400m da classe T20 (deficiência intelectual) ao marcar 47s22. A marca seguiu no Brasil com o paulista Samuel Conceição, que registrou 46s48 no Parapan de Santiago-2023.
Nas provas de campo, o mineiro Claudiney Batista alcançou 42,74m no lançamento de dardo da classe F56 (atletas que competem sentados), melhor índice global até hoje. Ele não subiu ao pódio por disputar a prova com a classe F57. O mineiro, no entanto, compensou no lançamento de disco F56 ao conquistar o ouro com 45,33m, estabelecendo o recorde das Américas.
Mais notícias
Medalhas do Brasil no Atletismo na Rio-2016
Ouro (7)
- Petrúcio Ferreira – 100m T47
- Daniel Martins – 400m T20
- Claudiney Batista – Lançamento de Disco F56
- Shirlene Coelho – Lançamento de Dardo
- Alessandro Silva – Lançamento de Disco F11
- Daniel Silva, Diogo Ualisson, Felipe Gomes e Gustavo Araújo – Revezamento 4x100m T11-13
- Silvania Costa – Salto em Distância T11
Prata (14)
- Odair Santos – 5000m T11
- Odair Santos – 1500m T11
- Fábio Bordignon – 100m T35
- Fábio Bordignon – 200m T35
- Verônica Hipólito – 100m T38
- Felipe Gomes – 100m T11
- Felipe Gomes – 200m T11
- Felipe Gomes – 400m T11
- Rodrigo Parreira – Salto em Distância T36
- Yohansson Nascimento, Petrúcio Ferreira, Renato Cruz e Alan Fonteles – Revezamento 4x100m T42-T47
- Mateus Evangelista – Salto em Distância T36
- Terezinha Guilhermina, Lorena Spoladore, Alice Correa e Thalita Simplício – Revezamento 4x100m T11-T13
- Petrúcio Ferreira – 400m T47
- Shirlene Coelho – Lançamento de Disco F38
Bronze (12)
- Izabela Campos – Arremesso de Disco F11
- Rodrigo Parreira – 100m T36
- Yohansson Nascimento – 100m T47
- Teresinha de Jesus – 100m T47
- Edson Pinheiro – 100m T38
- Verônica Hipólito – 400m T38
- Daniel Mendes – 200m T11
- Marivana Oliveira – Arremesso de Peso F35
- Lorena Spoladore – Salto em Distância T11
- Terezinha Guilhermina – 400m T11
- Edneusa Dorta – Maratona T12



