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Gabrielzinho busca “tricampeonatos” no Mundial de Singapura



Bicampeão paralímpico defende três ouros na classe S2 e fala em inspirar novas gerações na natação



Gabriel Ara[ujo, o Gabrielzinho, em coletiva do mundial
Foto: Marcello Zambrana

O mineiro Gabriel Araújo, conhecido como Gabrielzinho, inicia nesta semana a disputa do Mundial de Natação Paralímpica de Singapura com a meta de defender os três ouros conquistados em edições anteriores. Aos 23 anos, o atleta da classe S2 declarou que seu maior objetivo é inspirar novos nadadores e deixar um legado para o esporte paralímpico.

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“Se hoje temos um Gabrielzinho, meu sonho é que com o passar do tempo sejam 10, 20, 30 Gabrielzinhos espalhados pelo mundo todo. Porque com isso quem ganha não é o Brasil, é o esporte paralímpico como um todo”, disse em coletiva neste sábado (20).

No Mundial, ele e Mari Gesteira serão os porta-bandeiras da delegação brasileira.

Gabrielzinho começou a nadar em 2015 e, no ano seguinte, assistiu de perto ao desempenho de Daniel Dias nos Jogos do Rio, experiência que definiu seu caminho. Desde então, soma cinco ouros e uma prata em Jogos Paralímpicos, entre Tóquio 2020 e Paris 2024. Agora, busca manter o retrospecto perfeito em suas principais provas: 50m costas, 100m costas e 200m livre.

O nadador destacou a preparação intensa e o simbolismo de representar atletas de classes mais baixas, que lidam com maior comprometimento físico. Segundo ele, as medalhas são consequência do esforço coletivo com sua equipe. “Meu objetivo é performar com qualidade e a medalha de ouro é a recompensa por tudo o que foi feito”, afirmou.

Com focomelia, condição que causa má-formação de braços e pernas, Gabrielzinho também valoriza a música como parte de sua rotina, ajudando a aliviar a pressão das competições. Ele prometeu que, se chegar ao pódio, vai improvisar uma dança “do coração” para celebrar.

Agenda

Gabrielzinho estreia nos 100m costas na terça-feira (23). Na quarta (24), disputa os 200m livre e, na sexta (26), encerra com os 50m costas. Confira o guia completo aqui.

A coletiva de abertura contou também com a britânica Alice Tai, o singapurense Toh Wei Soong, a presidente do Conselho de Esportes para Pessoas com Deficiência de Singapura, Teo-Koh Sock Miang, e Craig Nicholson, chefe da World Para Swimming, entidade ligada ao IPC.

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