O nadador Thiago Pereira é o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos com 23 pódios ao longo da sua vitoriosa carreira. Ele veio para Assunção, no Paraguai, para a Assembleia Geral da Panam Sports e acompanhar o início da competição. Neste sábado (9), Thiago encontrou com Guilherme Caribé, melhor brasileiro no Mundial de Natação no mês passado e conversou com o atleta que almeja chegar perto do seu recorde.
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O Olimpíada Todo Dia falou com os dois atletas na base do Time Brasil em Assunção. A primeira pergunta foi logo essa: dá para chegar no recorde de medalhas de Thiago Pereira. Prontamente, Caribé respondeu: “a meta é essa, tem que ser. Já conseguimos quatro em 2023 em Santiago, quem sabe vem mais algumas aqui”. Vale ressaltar que Thiago disse que as do Pan Júnior não valiam para a conta.
Para Thiago Pereira, os Jogos Pan-Americanos Júnior é uma ótima iniciativa para influenciar novas crianças e adolescentes a praticar esportes. “Acho que o nosso grande objetivo é motivar a molecada que tá vindo, como o próprio Guilherme. Toda essa nova geração. Acho que esse é o grande foco do Pan-Americano Júnior. No próximo Pan, quanto mais atletas a gente tiver, não só na natação, mas em todos os esportes, vai facilitar muito para a gente”, disse o Mister Pan.
Foco na base
O investimento nas categoria de base foi algo que Thiago Pereira ressaltou que seria importante para que o Brasil voltasse ao pódio de Mundiais e Jogos Olímpicos. Em 2025, o país teve seu pior desempenho no Mundial de Esportes Aquáticos desde 2007. Além disso, na natação apenas Caribé conseguiu chegar em finais, com um quarto lugar nos 100m livre e um oitavo nos 50m borboleta.
“Hoje temos um grande problema que é a base no Brasil. Não só na natação, mas em vários esportes. Para a gente buscar mais medalhas, essa base tem que estar forte. Não adianta a gente olhar só para o alto rendimento e esquecer a base. Por exemplo, a CBDA tem se não me engano 13 mil atletas federados. Nos Estados Unidos tem mais de 350 mil. Imagina se a gente consegue chegar a uns 50 mil federados. Assim, a chance de você achar um novo Cielo, um novo Gustavo, um novo Xuxa é muito maior do que quando você tem 13 mil”, explicou o nadador.