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Milão Cortina-2026

 

Bindilatti se emociona em despedida: “passa um filme na minha cabeça”



Edson Bindilatti deixa o trenó e quer trabalhar pelo desenvolvimento do bobsled brasileiro para os próximos Jogos Olímpicos de Inverno



Edson Bindilatti no bobsled dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
(Foto: Gabriel Heusi/COB)

Cortina D’Ampezzo – Um dos maiores nomes dos esportes de inverno do Brasil se despediu do gelo neste domingo (22). Edson Bindilatti encerra sua carreira de atleta após seis participações nos Jogos Olímpicos de Inverno (2002, 2006, 2014, 2018, 2022 e 2026). O baiano foi um dos principais nomes responsáveis pela evolução do bobsled brasileiro e se emocionou após cruzar a linha de chegada na quarta descida do four-man na pista de Cortina.

Edson Bindilatti tinha decidido se aposentar inicialmente após o 20º lugar da seleção brasileira em Beijing-2022. Mas com a mudança no sistema de classificação para este ano, o piloto decidiu voltar a competir para ajudar o Brasil a se classificar. Para Milão-Cortina 2026, os pilotos teriam que se classificar para o two-man e o four-man. Como Gustavo Ferreira, atual segundo piloto do Brasil, ainda tinha pouca experiência no trenó maior, o veterano voltou para tentar a vaga e auxiliar na evolução de seu provável substituto.

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“Passa um filme na minha cabeça, porque tudo que a gente fez, toda essa luta, essa resiliência de chegar no dia de hoje, ter esse resultado histórico. Só tenho a agradecer a esses caras e todos os atletas que passaram por aqui. Todos fizeram parte de ter um resultado histórico agora. Então, isso é um trabalho de muita resiliência, muita dedicação, de querer muito. E isso para mim é o principal”, disse Bindilatti em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

Como vários nomes do bobsled internacional, Edson Bindilatti começou no atletismo, onde foi várias vezes campeão brasileiro no decatlo. Em 1999, recebeu o convite para conhecer o bobsled e foi para os Estados Unidos ter sua primeira experiência dentro do trenó. Ele começou como pusher e depois assumiu o posto de piloto da seleção brasileira.

Desenvolvimento da modalidade

Para além da pista, Edson pretende agora trabalhar pelo desenvolvimento dos esportes de inverno do Brasil. Ele também é vice-presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) e quer atuar para melhorar os resultados do Brasil no bobsled e em outras modalidades. Entre os planos, está finalizar a pista de push em São Caetano do Sul e fazer com que o Brasil volte para o bobsled feminino.

“O objetivo principal agora é justamente a gente finalizar nossa pista de push lá em São Caetano do Sul. Finalizando a pista de push, a gente consegue fazer um trabalho de desenvolvimento próprio para o bobsled. Então, quero começar um trabalho com o feminino, principalmente. Porque a gente sabe que o feminino pode fazer grandes resultados também. E também a gente conseguir mais pilotos pra termos mais opções e ter condições de qualificar mais times pros Jogos Olímpicos. A gente sabe que é difícil levar muita gente pra fora, porque a gente tá falando de dólar e de euro. Mas se a gente tiver um patrocinador, tiver um investidor, a gente vai fazer coisa grande”, contou o piloto.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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