Cortina D’Ampezzo – Foi buscando mais liberdade, que Lucas Pinheiro Braathen se aposentou em 2023. Mesmo com o Campeonato geral da Copa do Mundo, no país do esqui e dos esportes de inverno, ele não se sentiu mais feliz dentro do próprio esporte.
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Da Noruega ao Brasil
Lucas poderia continuar ganhando dinheiro na Meca dos esportes na neve, mas se colocou em primeiro lugar. Ele voltou a competir pelo Brasil e ali encontrou a felicidade máxima em cima dos esquís. E em cima do pódio nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026.
Mesmo quando competia pela Noruega, Lucas Pinheiro Braathen sempre fez questão de mostrar suas raízes brasileiras. Ele dançava quando ganhava uma medalha e colocava o verde e o amarelo da bandeira brasileira no seu uniforme. Gestos que talvez incomodaram os chefes da federação norueguesa, que começou a ser mais rígida com Lucas, controlando seus treinos, suas roupas, seus patrocínios e até mesmo o que ele poderia falar em entrevistas.
A grande mudança
Em outubro de 2023 veio o ‘basta!’. Cansado da situação, Lucas se aposentou precocemente aos 23 anos de idade. Mas então veio o iluminado Bjorn Braathen, pai e treinador do atleta. Ele sugeriu que Lucas competisse pelo país de sua mãe, Alessandra Pinheiro. E essa conversa mudou a história do esporte olímpico brasileiro.
O Brasil já vinha em uma grande evolução nos esportes de neve e gelo. Como o maior país tropical da Olimpíada de Inverno, era nítida a percepção de que a medalha brasileira logo viria. Talvez no snowboard ou em algum dos esportes de trenó. Mas ainda iria demorar alguns anos. Porém, Lucas acelerou esse processo.
O Ouro histórico
A primeira medalha brasileira veio ainda em 2026. E veio dourada. Sim, Lucas foi criado no programa esportivo da Noruega. Mas no Brasil, também fazemos um trabalho sério nos esportes de neve e de gelo, para desenvolver atletas.
Exemplos vêm como o bronze de Zion Bethonico do snowboard nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2024 ou com Nicole Silveira do skeleton, que tem acumulado medalhas no circuito mundial. Os dois casos foram totalmente desenvolvidos pela CBDN e pela CBDG, as entidades que cuidam e fomentam os esportes de inverno no Brasil.
O impulso necessário
O ouro de Lucas pode ajudar a catapultar ainda mais investimentos para o trabalho feito pelas duas confederações. Lucas Pinheiro Braathen é uma das grandes estrelas do esqui alpino internacional. E ele faz com que essa medalha inédita do Brasil tenha repercussão em todo o planeta. E mostrando para todos a grande potência esportiva que é o Brasil.