Edson Bindilatti é um dos principais nomes da história dos esportes de inverno no Brasil. Se o nosso país chega em Milão-Cortina 2026 com chances de medalha, o piloto da seleção brasileira de bobsled foi um dos responsáveis por essa caminhada até o pódio. Indo para sua sexta (e possivelmente última) Olimpíada, Bindilatti está na sua melhor forma da carreira e quer um resultado histórico para o bobsled brasileiro.
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“Eu me sinto muito orgulhoso de tudo que a gente fez desde 2002. Crescendo gradativamente ao longo dos anos. Acredito que o trabalho sério que a confederação faz. O trabalho sério que nós atletas fazemos para estar sempre melhorando. Acho que isso me deixa muito orgulhoso. De poder saber que as pessoas se inspiram na nossa história e que o esporte não tem fronteiras. Somos um país tropical, mas a gente vem tendo resultados grandiosos no esporte de inverno. Então sempre tento passar que quando você tem vontade, resiliência e acredita que isso pode ser feito, as coisas acontecem. Eu fico bem feliz de poder ver essa nova geração chegando”, afirmou o piloto.
Evolução em 24 anos
Como vários nomes do bobsled, Edson Bindilatti iniciou sua carreira no atletismo. Ele foi nove vezes campeão brasileiro no decatlo e em 1999 recebeu o convite para competir no bobsled. E ele topou a ideia, após assistir o filme “Jamaica Abaixo de Zero”. Bindilatti competiu em Salt Lake City-2002 e Turim-2006. E a partir de Sochi-2014, virou o piloto titular do Brasil nos Jogos Olímpicos.

Após o inédito 20º lugar no four-man em Beijing-2022, Edson Bindilatti tinha anunciado sua aposentadoria. Mas após uma mudança nos critérios de classificação, ele voltou à seleção para ajudar o Brasil a garantir a vaga em Milão-Cortina 2026. Bindilatti sabe que uma medalha olímpica é muito difícil. Mas melhorar o resultado de quatro anos atrás é um objetivo palpável, ainda mais após o 13º lugar no Mundial de 2025. “A gente disputa duas medalhas. É muito difícil, a gente não fala muito em medalha aqui. Mas eu sempre entro nas competições pensando em medalha. Se eu não entrar numa competição assim, eu já entro perdendo. Mas a gente não fala em medalha olímpica. Pelo contrário. A gente fala em chegar lá e dar o nosso melhor, dentro do que a gente sabe fazer. Chegamos com uma vontade imensa e uma preparação física muito boa”, contou o atleta que vai para sua sexta Olimpíada.
O mais experiente
Edson Bindilatti está com 46 anos e será o piloto mais velho em Cortina D’Ampezzo. Mesmo assim, ele chega na Olimpíada na sua melhor fase da carreira e com os melhores equipamentos que o Brasil já teve. “Posso falar com 100% de certeza que nessa Olimpíada eu chego na minha melhor preparação física, mental e técnica. Depois do Mundial que a gente teve um grande desempenho, foi um trabalho insano em relação a tudo que a gente conseguiria melhorar”, explicou Bindilatti. Além de trenós novos, o bobsled do Brasil contará nesta Olimpíada com capacetes e uniformes mais aerodinâmicos e um preparo melhor para manipular as lâminas, que servem como se fossem os pneus do trenó.