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Milão Cortina-2026

 

Conheça Rafael Souza, breakman da seleção brasileira de bobsled na Olimpíada de Inverno



Em Milão-Cortina 2026, Rafael Souza vai para seus terceiros Jogos Olímpicos de Inverno com a seleção brasileira de bobsled



Rafael Souza nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
(Foto: Divulgação/CBDG)

Para Milão-Cortina 2026, a seleção brasileira de bobsled conta com uma mistura de nomes novos e experientes. Um dos veteranos da equipe nesta Olimpíada de Inverno é Rafael Souza. O carioca vai para seus terceiros Jogos Olímpicos, após ajudar a equipe do Brasil a conquistar um top-20 inédito em Beijing-2022.

Rafael Souza é cria de Vaz Lobo, no subúrbio do Rio de Janeiro. Ele começou no esporte através do atletismo, mas também já teve passagens pelo judô e no rugby. Rafael foi descoberto no projeto esportivo da Vila Olímpica da Mangueira e competia no decatlo. Ele foi parar no bobsled após um ex-treinador o incentivar a participar de uma seletiva da seleção que aconteceu onde treinava, no complexo da Marinha no Rio de Janeiro. E um mês depois, já estava no trenó da seleção brasileira.

Terceiro ciclo

Rafael Souza vai competir na Olimpíada de Inverno Milão-Cortina 2026
(Foto: Alexandre Castelo Branco/COB)

Desde então, Rafael foi para os Jogos Olímpicos de Inverno Pyeongchang-2018 e Beijing-2022 e ainda ganhou duas medalhas no Mundial de Push em 2017. “É o meu terceiro ciclo olímpico, então já consegui evoluir muito desde a minha estreia, em 2018. Conseguimos bons resultados nessa temporada, o que indica que estamos no caminho certo. Estou muito mais confiante que as últimas Olimpíadas e mais forte”, comentou o atleta em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

Neste ciclo olímpico, o bobsled brasileiro teve uma grande evolução e ficou perto de classificar dois trenós para a Olimpíada. Assim, a disputa interna pelas vagas na equipe em Milão-Cortina 2026 foi intensa. Para Rafael, o maior desafio foi na balança. No bobsled, quando mais pesado o trenó, mais rápido ele vai. Por isso, há um limite de peso que faz com que os atletas tenham que ter no máximo 105kg. “Foi uma temporada em que todos os atletas conseguiram se destacar de alguma forma. Meu maior desafio foi manter o peso. Estou mais forte em relação aos últimos jogos, então precisei estar o tempo todo atento à balança”, completou.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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