O Comitê Olímpico Internacional anunciou nesta terça-feira, dia 7, que seu Comitê Executivo decidiu suspender provisoriamente a punição ao Comitê Olímpico Russo (ROC), adotada, em 28 de fevereiro de 2022, e que limitava a participação de de atletas e equipes russas em competições esportivas internacionais. Na prática, isso abre o caminho para a participação da Rússia nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Porém, uma decisão sobre a bandeira, hino, e qualquer identificação da delegação com a Federação Russa ainda será tomada.
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O COI tomou essa decisão após perceber que o Comitê Olímpico Russo (ROC) não inclui como membros organizações esportivas regionais em territórios ocupados pela Rússia, mas reconhecidos internacionalmente como sendo da Ucrânia, e portanto sob jurisdição do Comitê Olímpico Nacbional da Ucrânia. Além disso, a entidade máxima do esporte russo confirmou que não organizará eventos ou atividades nestes territórios.
Ainda sobre a guerra, a entidade reafirma que segue em solidariedade com a comunidade olímpica da Ucrânia. Inclusive, o COI cita o Fundo de Solidariedade criado para atletas ucranianos.
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COI não organizará eventos na Rússia, mas libera federações internacionais
O documento divulgado pelo COI ainda indica que não serão organizados eventos pela entidade internacional na Rússia, e membros do governo ou de entidades oficiais não serão convidados para eventos do COI. Porém, deixa claro que cada federação internacional tem liberdade para tomar decisões sobre as competições ou demais que organiza.
RELEMBRE DECISÕES DO COI
A decisão sobre a Rússia segue uma decisão tomada em maio deste ano sobre Belarus. O documento ainda detalha de forma extensiva as condições que atletas russos deverão se submeter às agências anti-doping. Atletas que estão retornando ao cenário internacional precisarão passar por testes rigorosos.
A entidade cita a Carta Olímpica quando fala que a seleção dos atletas para os Jogos Olímpicos “deverá se basear não apenas em seu desempenho esportivo, mas também em sua capacidade de servir como modelos que respeitam, defendem e promovem uma sociedade pacífica por meio do esporte, conforme estabelecido na Carta Olímpica”.


