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Com campeãs olímpicas e nova geração, EUA miram domínio no surfe em LA-28



Com Trestles como palco olímpico em LA28, Estados Unidos miram força no surfe feminino com campeãs olímpicas e nova geração da WSL.



Caroline Marks na etapa de Saquarema da Liga Mundial de Surfe (Foto: Ana Catarina/WSL)
Caroline Marks na etapa de Saquarema da Liga Mundial de Surfe (Foto: Ana Catarina/WSL)

SAQUAREMA (RJ) – Nesta terça-feira, se comemora o Dia Olímpico, data estabelecida em 1948, em virtude da fundação do Comitê Olímpico Internacional (COI) em 23 de junho de 1894. O surfe nos próximos Jogos Olímpicos será disputado na praia de Trestles, tradicional pico do surfe californiano em San Clemente. Os Estados Unidos subiram ao lugar mais alto do pódio na disputa feminina tanto em Tóquio-2020 quanto em Paris-2024 e o contingente norte-americano e havaiano chega muito firme para manter o domínio do Team USA em LA-28. Afinal, das oito melhores colocadas, seis podem representar o país nos Jogos Olímpicos.

Caroline Marks terá parada dura para se classificar em busca de bi olímpico

Entre elas estão as duas campeãs olímpicas. Vice-líder da temporada, Carissa Moore, foi medalhista de ouro em Tóquio-2020. Atual oitava colocada, Caroline Marks foi campeã em Paris-2024 em uma final épica contra Tatiana Weston-Webb, decidida após a buzina dos juízes.

“Deus, o ouro olímpico… assim, foi provavelmente a maior conquista da minha carreira. É algo que você é para sempre, o título olímpico e o título mundial. Eram meus dois maiores objetivos no surfe. Então estou muito feliz por ter os dois. Não importa o que aconteça, sou tão orgulhosa disso”, disse Marks ao Olimpíada Todo Dia. 

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Nascida em Boca Raton, na Flórida, ela se mantém focada na atual temporada, mas assume que já está pensando nos Jogos Olímpicos LA-28. “Obviamente já há muita expectativa. Sabe, eu quero estar no máximo possível de Olimpíadas. É para isso que estou aqui. Especialmente agora que vai acontecer nos Estados Unidos. Incrível. Então eu adoraria representar meu país em meu país, seria incrível”.

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Sawyer Lindblad sonha com estreia olímpica

Atual sétima colocada do ranking, Caitlin Simmers é a outra surfista norte-americana que já representou o país nos Jogos Olímpicos, em Paris-2024. Isso deixa a líder da temporada Gabriela Bryan, a quinta colocada Lakey Peterson e a sétima colocada Sawyer Lindblad em uma briga muito ferrenha para entrar no Team USA. Lindblad, finalista, ressaltou a equipe forte dos EUA e a dificuldade de se manter entre as três primeiras.

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“Com certeza este é um grande ano para as Olimpíadas também. Eu sei que há uma qualificação olímpica no final deste ano. Então sim, é definitivamente no fundo da minha mente para tentar ficar entre as três primeiras (dos EUA, incluindo Havaí) para que eu possa fazer os eventos ISA e espero me classificar”, disse a californiana que lembrou inclusive que as ondas de Saquarema lembram bastante as de sua casa na Califórnia. 

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Primeira vaga olímpica será distribuída este ano

Como ela lembrou, a primeira vaga olímpica para LA-28 será distribuída nos ISA World Surfing Games para os países vencedores. A primeira vaga nominal para os atletas do continente será definida nos Jogos Pan-Americanos Lima-2027. Os Estados Unidos não enviaram nenhum atleta para a competição de surfe em Santiago-2023, mas isso pode mudar por valer vaga olímpica nominal, especialmente depois das mudanças no critério de classificação.

Já no masculino, apesar de ter atletas fortes em suas equipes, os Estados Unidos tiveram seu melhor resultado com Kolohe Andino, eliminado nas quartas de final de Tóquio-2020. John John Florence, havaiano campeão mundial em 2016, 2017 e 2024, caiu nas oitavas tanto em Tóquio quanto em Paris, mesmo destino de Griffin Colapinto em Paris-2024.

Surfe estadunidense ainda busca sua primeira medalha no masculino

Para este ciclo, os comitês olímpicos nacionais terão mais oportunidades de levar três atletas por gênero. Atualmente, Griffin é o melhor, em 10º lugar, enquanto Crosby Colapinto está em 16º. Os dois irmãos californianos nasceram em San Clemente e por isso há uma expectativa por parte dos fãs para saber se eles irão repetir os feitos do japonês Kanoa Igarashi, vice em Tóquio-2020, e do franco-polinésio Kauli Vaast, ouro em Paris-2024 e levar um ouro em casa. Ainda reflexivo, horas após perder na estreia da etapa de Saquarema, Colapinto mostra que ele prefere pensar passo a passo.

“Minhas expectativas são apenas aprender o máximo possível no circuito e continuar melhorando. Permanecer positivo, pegar suas derrotas e transformar isso para evoluir, sabe? E todos os resultados virão”. Sobre as mudanças no formato de classificação olímpica, ele permanece disposto a disputar os torneios, mas reiterou sua preferência pela classificação via Liga Mundial de Surfe, que dominou os ciclos de Tóquio-2020 e Paris-2024, quando conseguiu a vaga. “Eu prefiro que continuemos nos classificando pela WSL, já que ali estão os melhores do mundo”.

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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