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Alpes 2030

 

Alpes 2030 será a primeira Olimpíada de Inverno com igualdade de gênero



Pela primeira vez, os Jogos Olímpicos de Inverno terão número igual de vagas para mulheres e homens. Além da inclusão do freeride e do synchro9.



Bruna Moura disputa prova de esqui cross-country na Itália
COI confirma programa dos Jogos Olímpicos de Inverno Alpes 2030 com igualdade de gênero (Foto: Reprodução/Instagram/@brunamouraxcbt)

O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou nesta terça-feira (7) o programa esportivo dos Jogos Olímpicos de Inverno Alpes 2030. Pela primeira vez na história da competição, haverá paridade de gênero na distribuição das vagas para atletas, com 1.525 mulheres e 1.521 homens (incluindo o esqui-alpinismo, modalidade proposta pelo comitê organizador). Ao todo, os Jogos contarão com 3.046 atletas e 126 provas, incluindo estreias e mudanças importantes no programa olímpico.

Entre as principais novidades estão a inclusão do freeride, no esqui e no snowboard, e do synchro9, na patinação artística, além da exclusão do combinado nórdico.

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Alpes 2030 será a primeira edição com paridade de gênero

O programa aprovado pelo COI prevê uma distribuição igualitária das vagas entre mulheres e homens, marcando um feito inédito na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Serão disputadas 126 provas, sendo 56 femininas, 55 masculinas e 15 mistas.

Segundo o COI, as mudanças buscam ampliar a igualdade de gênero, modernizar o programa e aumentar o interesse das novas gerações, mantendo o controle sobre custos e a complexidade da organização.

Além da igualdade na distribuição das vagas, quatro esportes também terão aumento na participação feminina. Luge e esqui passarão a contar com 50% de participação feminina, enquanto o bobsleigh aumentará de 32,9% para 39,5% e o hóquei no gelo de 43,4% para 45,6%.

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Freeride estreia nos Jogos Olímpicos

Uma das principais novidades é a entrada do freeride, modalidade que cresceu rapidamente em popularidade desde a década de 1990, especialmente entre o público jovem.

O esporte será disputado em ambientes naturais, reduzindo a necessidade de infraestrutura específica para os Jogos. A estreia olímpica contará com quatro provas: esqui masculino, esqui feminino, snowboard masculino e snowboard feminino. Com isso, reúne 44 atletas, divididos igualmente entre mulheres e homens.

Synchro9 entra no programa da patinação artística

Outra estreia será o synchro9, prova por equipes da patinação artística inspirada na patinação sincronizada.

Segundo o COI, a inclusão da modalidade foi um dos fatores que possibilitaram alcançar a igualdade de gênero em Alpes 2030. A competição ocorrerá na mesma arena da patinação artística tradicional e busca aproveitar o forte apelo da modalidade junto ao público.

Novas provas em diferentes esportes

Além das novas modalidades, o COI confirmou a inclusão de provas em esportes já presentes no programa:

  • Biatlo: revezamento simples misto;
  • Patinação de velocidade: sprint por equipes masculino e feminino;
  • Esqui estilo livre: ski cross por equipes mistas;
  • Snowboard: paralelo por equipes mistas;
  • Saltos de esqui: super team feminino.

No esqui-alpinismo, modalidade já aprovada anteriormente para os Jogos, foram confirmadas cinco provas: individual masculino, individual feminino, sprint masculino, sprint feminino e revezamento misto.

Snowboard paralelo permanece; combinado nórdico fica fora

Ao revisar o programa esportivo, o COI decidiu manter o slalom gigante paralelo do snowboard (PGS) após constatar crescimento da modalidade em indicadores de popularidade desde os Jogos de Pequim 2022. A permanência, porém, está condicionada à utilização de uma pista compartilhada com outras provas, sem a construção de uma estrutura exclusiva.

Já o combinado nórdico saiu da programação de Alpes 2030. Segundo o COI, a modalidade apresentou os menores índices de popularidade entre todas as disciplinas dos Jogos Olímpicos de Inverno nas últimas quatro edições (Sochi 2014, PyeongChang 2018, Pequim 2022 e Milão-Cortina 2026). Na edição italiana, o esporte ocupou a última posição em 11 dos 14 indicadores de engajamento analisados.

Além disso, a entidade destacou que o combinado nórdico enfrenta dificuldades para ampliar sua universalidade, já que apenas cinco Comitês Olímpicos Nacionais conquistaram medalhas na modalidade nas últimas quatro edições dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Mineira no Rio de Janeiro. Jornalista formada pela UFMG e mestranda na UERJ, pesquisando esportes radicais. Nas horas livres, se aventura no surfe, na natação e no handebol.

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