O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou nesta terça-feira (7) o programa esportivo dos Jogos Olímpicos de Inverno Alpes 2030. Pela primeira vez na história da competição, haverá paridade de gênero na distribuição das vagas para atletas, com 1.525 mulheres e 1.521 homens (incluindo o esqui-alpinismo, modalidade proposta pelo comitê organizador). Ao todo, os Jogos contarão com 3.046 atletas e 126 provas, incluindo estreias e mudanças importantes no programa olímpico.
Entre as principais novidades estão a inclusão do freeride, no esqui e no snowboard, e do synchro9, na patinação artística, além da exclusão do combinado nórdico.
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Alpes 2030 será a primeira edição com paridade de gênero
O programa aprovado pelo COI prevê uma distribuição igualitária das vagas entre mulheres e homens, marcando um feito inédito na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Serão disputadas 126 provas, sendo 56 femininas, 55 masculinas e 15 mistas.
Segundo o COI, as mudanças buscam ampliar a igualdade de gênero, modernizar o programa e aumentar o interesse das novas gerações, mantendo o controle sobre custos e a complexidade da organização.
Além da igualdade na distribuição das vagas, quatro esportes também terão aumento na participação feminina. Luge e esqui passarão a contar com 50% de participação feminina, enquanto o bobsleigh aumentará de 32,9% para 39,5% e o hóquei no gelo de 43,4% para 45,6%.
Mais sobre Alpes 2030
Freeride estreia nos Jogos Olímpicos
Uma das principais novidades é a entrada do freeride, modalidade que cresceu rapidamente em popularidade desde a década de 1990, especialmente entre o público jovem.
O esporte será disputado em ambientes naturais, reduzindo a necessidade de infraestrutura específica para os Jogos. A estreia olímpica contará com quatro provas: esqui masculino, esqui feminino, snowboard masculino e snowboard feminino. Com isso, reúne 44 atletas, divididos igualmente entre mulheres e homens.
Synchro9 entra no programa da patinação artística
Outra estreia será o synchro9, prova por equipes da patinação artística inspirada na patinação sincronizada.
Segundo o COI, a inclusão da modalidade foi um dos fatores que possibilitaram alcançar a igualdade de gênero em Alpes 2030. A competição ocorrerá na mesma arena da patinação artística tradicional e busca aproveitar o forte apelo da modalidade junto ao público.
Novas provas em diferentes esportes
Além das novas modalidades, o COI confirmou a inclusão de provas em esportes já presentes no programa:
- Biatlo: revezamento simples misto;
- Patinação de velocidade: sprint por equipes masculino e feminino;
- Esqui estilo livre: ski cross por equipes mistas;
- Snowboard: paralelo por equipes mistas;
- Saltos de esqui: super team feminino.
No esqui-alpinismo, modalidade já aprovada anteriormente para os Jogos, foram confirmadas cinco provas: individual masculino, individual feminino, sprint masculino, sprint feminino e revezamento misto.
Snowboard paralelo permanece; combinado nórdico fica fora
Ao revisar o programa esportivo, o COI decidiu manter o slalom gigante paralelo do snowboard (PGS) após constatar crescimento da modalidade em indicadores de popularidade desde os Jogos de Pequim 2022. A permanência, porém, está condicionada à utilização de uma pista compartilhada com outras provas, sem a construção de uma estrutura exclusiva.
Já o combinado nórdico saiu da programação de Alpes 2030. Segundo o COI, a modalidade apresentou os menores índices de popularidade entre todas as disciplinas dos Jogos Olímpicos de Inverno nas últimas quatro edições (Sochi 2014, PyeongChang 2018, Pequim 2022 e Milão-Cortina 2026). Na edição italiana, o esporte ocupou a última posição em 11 dos 14 indicadores de engajamento analisados.
Além disso, a entidade destacou que o combinado nórdico enfrenta dificuldades para ampliar sua universalidade, já que apenas cinco Comitês Olímpicos Nacionais conquistaram medalhas na modalidade nas últimas quatro edições dos Jogos Olímpicos de Inverno.



