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Judô Japão

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Ofurô Olímpico #9: Japão alcança supremacia inédita no judô

Desempenho impressionante alcançado nos Jogos de Tóquio, com nove ouros, comprova a força japonesa na modalidade

Judocas do Japão em cerimônia para festejar a campanha vitoriosa nos Jogos de Tóquio (Divulgação)

Ofurô Olímpico #9: Japão alcança supremacia inédita no judô

Foi um verdadeiro massacre. Na verdade, ninguém esperava que fosse diferente, mas o final do judô nos Jogos de Tóquio-2020 mostrou uma supremacia impressionante do Japão na modalidade. E inédita também na história olímpica.

O total de 12 medalhas conquistadas pelos judocas japoneses na Olimpíada de Tóquio igualaram o desempenho alcançado há cinco anos, na Rio-2016. Em compensação, o número de ouros foi um massacre. As nove medalhas douradas jamais foram alcançadas por qualquer país desde que o judô foi introduzido no programa olímpico. É o melhor desempenho japonês na modalidade desde a Olimpíada de Atenas-2004, quando conquistou oito.

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Além disso, um outro detalhe que reforça a importância deste performance japonesa no tatame é que ela representa quase 50% de todas as medalhas de ouro conquistadas pelo país até agora nos Jogos (17). Só o que o judô amealhou nesta edição representa todas as medalhas de ouro que o país trouxe da Rio-2016. Isso não é pouca coisa.

Por fim, e isso precisa ser ressaltado, o triunfo no judô, um esporte criado no Japão, também traz uma melhora considerável na autoestima do país em relação aos Jogos de Tóquio. Nunca é demais relembrar que a maioria da população é contra a realização do evento, pela situação da pandemia do coronavírus no país. Por mais que o torcedor japonês rejeite a Olimpíada, é inevitável que não sinta uma ponta de orgulho de seus judocas.

Ditadura olímpica

Lamentável e muito sério o que houve com Krystina Tsimanouskaya, da equipe de atletismo de Belarus. Neste domingo (1), ela foi literalmente “despachada” de Tóquio pelo comitê olímpico do país. A justificativa foi de conselho médico, “devido a seu estado emocional e psicológico”, segundo comunicado oficial.

Mas a história não é bem essa. Tsimanouskaya, de 24 anos, argumentou que estava sendo punida pelo comitê de Belarus, por ter reclamado em sua rede social de ter sido escalada de última hora em uma outra prova. No aeroporto de Haneda, ela pediu socorro aos policiais para não embarcar no avião. O COI e o comitê organizador entraram na história, acompanhando pessoalmente Krystina Tsimanouskaya, que segue no Japão, mas tem sua situação indefinida em relação aos Jogos Olímpicos.

A situação de Belarus junto ao COI é bem delicada. Vários atletas se manifestaram contra a eleição de Alexander Lukashenko para a presidência do país, alegando fraude. Alguns destes atletas chegaram a ser presos. O COI suspendeu Lukashenko, que também era o presidente do comitê olímpico de Belarus. Em fevereiro, Viktor, filho de Lukashenko, foi eleito para comandar o comitê, em eleição não reconhecida pelo COI.

A FRASE

“Os cara é grande, mas nós é ruim”

Bruno Fratus, em entrevista à TV Globo, comemorando a conquista da medalha de bronze nos 50 m livre da natação.

O NÚMERO

15.083

Foi a nota que Rebeca Andrade tirou para garantir a medalha de ouro no salto da ginástica artística. Com este resultado, Rebeca tornou-se a primeira mulher campeã olímpica do Brasil na modalidade e a maior medalhista individual do esporte brasileiro, somando também a prata do individual geral.

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