Siga o OTD

Assunção-2025

 

De volta ao Brasil, Érika Miranda comanda equipe de transição do judô



Após uma passagem pela seleção alemã, Érika Miranda está ajudando judocas brasileiros na transição das categorias de base para o adulto



De Assunção – Duas ex-judocas com currículo pesado estão trabalhando no comando da equipe de transição da Confederação Brasileira de Judô. Érika Miranda e Maria Portela estão ajudando os atletas que estão na mudança das categorias cadete e júnior para o sênior. Após uma passagem pela Alemanha, Érika voltou ao Brasil e comanda a seleção feminina nos Jogos Pan-Americanos Júnior de Assunção. No Paraguai, os brasileiros tiveram uma grande campanha garantindo 15 medalhas.

+ SIGA O OTD NO YOUTUBETWITTERINSTAGRAMTIK TOK E FACEBOOK

Érika Miranda se aposentou em 2018 com três medalhas (um ouro e duas pratas) em Jogos Pan-Americanos, duas pratas e quatro bronzes em Mundiais e duas participações em Jogos Olímpicos. Seu primeiro trabalho como treinadora foi fora do Brasil, na seleção alemã de judô. “Hoje na Alemanha tem muitos treinadores estrangeiros, mas especialmente brasileiros. Foi a minha primeira experiência como treinadora e foi uma responsabilidade imensa, você pegar uma equipe que já tem uma tradição e consegui fazer resultados na Alemanha, onde a gente não tem essa qualidade técnica e física que o judô brasileiro na minha opinião tem”, comentou a treinadora em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

Mesmo com a diferença entre o estilo de judô brasileiro (mais físico na opinião de Érika) e o alemão, tem sido fácil para a técnica se adaptar de volta ao país. “A experiência ajudou. Mas retornar ao Brasil, com a qualidade técnica que todos os judocas do Brasil tem, com a força, garra vontade eu acho que tá sendo um pouquinho mais fácil”, contou a vice-campeã mundial.

Trabalhando na transição

Se na Alemanha Érika Miranda trabalhava com a equipe principal, no Brasil está sendo um pouco diferente. Afinal, a treinadora está acompanhando as categorias de base do país. “É uma experiência nova pra mim porque eu trabalhava com a com a equipe sênior antes. Mas é muito gratificante voltar pro Brasil, retribuir um pouquinho de tudo que o esporte me proporcionou. Está sendo interessante”, explicou.

Érika Miranda como treinadora nos Jogos Pan-Americanos Júnior Assunção-2025
Érika Miranda abraça Clarice Ribeiro após final em Assunção (Foto: Alexandre Loureiro/CBJ)

O maior desafio para a treinadora é ver as especificidades de cada atleta no seu processo de transição do cadete e do júnior para a categoria sênior. “Eu acho que o maior desafio é colocar confiança nesses atletas. Apesar de alguns deles já terem terem experiência. Aqui a gente tem por exemplo a Bianca que já roda o circuito e faz essa parte da transição com a equipe sênior. Aí a gente contrasta com a Clarice que ainda é cadete, mas também já tá rodando com a seleção sênior. O Brasil vem fazendo essa transição muito bem. As meninas competem na categoria Júnior, mas a gente tem uma comunicação muito boa com a equipe principal. Então eu acho que isso é um fator chave para o desenvolvimento das meninas, principalmente nessa parte de transição”, concluiu.

Campanha de sucesso

O Brasil fechou os Jogos Pan-Americanos Júnior com 15 medalhas no judô. Foram 12 ouros, uma prata e dois bronzes, com todos os atletas da equipe subindo ao pódio. A treinadora aprovou o resultado. “Acho que foi melhor do que a gente tinha esperado. Claro que a gente sabia que o Brasil tinha uma superioridade na competição. Mas competição é competição. Muitas coisas podem acontecer. Foram doze ouros, eu me arrisco a dizer que a gente poderia ter mais, mas acontece, é coisa do dia de competição. Então, eu acho que o resultado foi incrível”, afirmou.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

Mais em Assunção-2025