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Judô

Brasil começa Pan-Americano com quatro ouros e dois bronzes

Amanda Lima, Jéssica Lima, Larissa Pimenta e Eric Takabatake ganharam ouro. Já Rafaela Silva e Willian Lima foram bronze na estreia do Pan-Americano de judô

campeonato pan-americano de judô
Divulgação/CBJ

O Brasil começou muito bem no Campeonato Pan-Americano e Oceania de judô, que está sendo disputado em Lima, no Peru. Foram quatro medalhas de ouro, conquistadas por Amanda Lima, Jéssica Lima, Larissa Pimenta e Eric Takabatake e dois bronzes com Rafaela Silva e Willian Lima.

57 kg

Entre os quatro campeões do primeiro dia do Campeonato Pan-Americano de judô, o grande destaque do dia foi Jéssica Lima, estreante na seleção principal e bronze o Grand Slam de Antalya há duas semanas, que derrotou a campeã olímpica Rafaela Silva na semifinal da categoria até 57 kg por shido para garantir um lugar na decisão. Antes do confronto contra a compatriota, ela bateu a peruana Kiara Arango e, na disputa da medalha de ouro, venceu a cubana Arraes Odelin Garcia nas punições.

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A última vez que o Brasil conquistou ouro nessa categoria no Pan foi em 2013, exatamente com Rafaela Silva, ano em que ela conquistou o título mundial. Nos anos seguintes até 2021, Rafaela, Tamires Crude, Ketelyn Nascimento e Jéssica Pereira bateram na trave e coube à Jéssica quebrar esse tabu quase dez anos depois do último ouro no 57kg.  

“Ainda não caiu muito a ficha do que eu fiz lá dentro. Eu sempre me foco muito e penso “vou lutar judô”. Eu estou encarando tudo como um grande desafio, porque ter a Rafa como adversária é desafiador pela grandiosa atleta que ela é”, reconheceu Jéssica. “Com a medalha no Grand Slam e com esse título agora eu estou começando a sonhar grande. Primeiro, garantir a vaga para o Mundial, lutar lá com as melhores e surpreender, que é o que venho fazendo.

Apesar de ter sido derrotada pela novata da seleção, Rafaela Silva, que venceu a dominicana Ana Rosa na estreia, também subiu no pódio. A campeã olímpica de 2016 bateu Brisa Gomez, da Argentina, na disputa pelo bronze com ippon em poucos segundos de luta.

66 kg

Na categoria até 66 kg, Eric Takabatake também teve que superar um duelo brasileiro na semifinal do Pan-Americano e Oceania de judô. Depois de passar por Michel Villagra, do Peru, e Ari Berliner, dos Estados Unidos, o atleta encarou Willian Lima, que recentemente foi medalha de prata no Grand Slam de Antalya, e projetou por ippon o companheiro de Pinheiros e de seleção brasileira.

A vitória deu moral para Eric Takabatake, que venceu Juan Postigos, do Peru, na final por ippon para ficar com a medalha de ouro. Já Willian Lima derrotou Juan Hernandez, da Colômbia na disputa pelo terceiro lugar para conquistar o bronze.

“A gente queria fazer a luta final. Mas, infelizmente, teve um australiano que não ajudou muito, não veio e, pelo ranking, a gente acabou se encontrando na semi. E não tem para onde fugir. A gente treina junto, cresce junto, fica forte junto e, sempre que a gente se enfrentar vai ser uma luta de detalhe”, contou Willian.  

“Espero que seja a primeira de muitas vezes que a gente possa subir no pódio juntos”, projetou o campeão, Eric, que conseguiu seu primeiro grande resultado no 66kg. “Primeira medalha é sempre um marco muito importante, ainda mais num Campeonato forte, porque lutar pan-americano não é fácil. Fico muito feliz de subir no pódio”, concluiu. 

48 kg

Na categoria até 48 kg, em seu primeiro Pan-Americano de judô na classe adulta, Amanda Lima estreou com vitória por waza-ari sobre Maria Gimenez, da Venezuela, e superou Estefania Soriano, da República Dominicana, campeão dos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, por ippon, nas quartas de final. Na semifinal, Amanda encarou mais uma adversário de alto nível, a argentina Keisy Perafan, quinta colocada no último Campeonato Mundial. Melhor no combate, a brasileira conseguiu dois waza-ari (ippon) e classificou-se para a decisão.

Na disputa do ouro, contra a chilena Mary Dee Vargas Ley, 14ª do mundo, que vem de um quinto lugar no Grand Slam de Antalya, Amanda Lima atropelou a adversária e assegurou o lugar mais alto do pódio.

“Feliz, essa medalha significa superação por tudo o que eu vim passando essa semana. Eu coloquei na minha cabeça que eu ia ser campeã e avançar no ranking internacional”, disse Amanda, que quebrou um jejum de seis anos do Brasil sem ouro no 48kg. O último foi conquistado por Sarah Menezes, em 2016, em Cuba. Agora, como técnica, Sarah mostrou o caminho à pupila. “Foi uma responsabilidade muito grande (representar essa categoria), mas a Sarinha teve total paciência comigo, analisamos, trabalhamos juntas e conseguimos o ouro”, concluiu Amanda.  

52 kg

Atleta olímpica em Tóquio-2020 e uma das grandes revelações do judô brasileiro no último ciclo olímpico, Larissa Pimenta, 23 anos, chegou à Lima buscando defender seu título pan-americano conquistado em 2021, em Guadalajara, no México, e conseguiu o bicampeonato.

Depois de ficar em quinto lugar no Grand Slam da Turquia, Larissa Pimenta recuperou seu lugar na seleção e conquistou a vaga para disputar o Pan. Ela fez três lutas preliminares em Lima e venceu todas por ippon. Imobilizou Fabiola Diaz, da Venezuela, e projetou Melissa Hurtado Muñoz (CUB) e Kristine Jimenez (PAN). Na final, derrotou a americana Angelica Delgado, mesma judoca vencida por ela em 2021, com um waza-ari por dez segundos de imobilização.  

“Esse recomeço está sendo importante para mim. Precisei ter bastante paciência. Ainda assim, ainda há muito o que trabalhar. Mas, essa medalha significa muito para mim. Com certeza, vai me motivar nesse início de ciclo e na questão dos pontos no Ranking de classificação para o Campeonato Mundial vai ser muito importante também”, avaliou Pimenta. 

73 kg

Na 73 kg, Daniel Cargnin, medalhista de bronze em Tóquio-2020 na 66 kg, segue em busca de seu primeiro pódio na nova categoria, que ainda não veio. Ele começou bem seu caminho no Pan-Americano de Lima, com vitórias sobre Antonio Tornal (DOM) e Arthur Margelidon (CAN), quinto colocado em Tóquio. Na semifinal, contudo, o brasileiro parou no peruano Alonso Wong, que conseguiu um waza-ari no Golden score para vencer.

A disputa do bronze seria contra Antoine Bouchard, do Canadá, mas Daniel Cargnin desistiu do combate por causa de uma pancada na costela sofrida na semifinal.

63 kg

A número cinco do mundo, Ketleyn Quadros, veio à Lima para tentar repetir o desempenho de 2021, quando conquistou seu primeiro ouro pan-americano em uma das categorias mais fortes do continente. Dessa vez, contudo, o objetivo da final parou no duelo de quartas-de-final com a jovem cubana Yusmari Reyes, que conseguiu um waza-ari para vencer a brasileira. Ketleyn recuperou-se na repescagem e venceu Alisha Galles, dos Estados Unidos, por ippon, para seguir à disputa pelo bronze, mas perdeu a chance da medalha ao ser derrotada pela venezuelana Anriquelis Barrios, atual número quatro do mundo.  

60 kg

Depois de ser campeão pan-americano júnior há uma semana, o novato Ryan Conceição voltou ao tatame de Lima para seu primeiro Campeonato Pan-Americano Sênior. Na estreia, bateu Pablo Diaz, do Panamá, por ippon, mas parou nas oitavas-de-final diante do guatemalteco Jose Ramos, que marcou um waza-ari no Golden score e eliminou o brasileiro.  

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