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Tóquio 2020

Baby quer manter 100% e mudar cor da medalha na casa do judô

Duas olimpíadas e duas medalhas. Sonhando com Tóquio-2020, berço do judô, Rafael Silva Baby pensa em manter desempenho, mas quer outra cor de medalha

Rafael Silva no Mundial de 2017 (Gabriela Sabau/IJF)

Duas medalhas em duas participações participações olímpicas. Rafael Silva, também conhecido como ‘Baby’, foi bronze em Londres-2012 e na Rio-2016. Para Tóquio-2020, no berço do judô, o gigante quer seguir com 100% de aproveitamento em pódios. “Mas com uma cor diferente de medalha”, brinca.

Em live promovida pelo Olimpíada Todo Dia nesta quarta-feira (3), Baby, sempre de forma tranquila, mas descontraída, comentou sobre o atual momento e os próximos passos, já que ainda não tem a vaga garantida para Tóquio-2020. “Com esse adiamento parece que a gente estava numa maratona e mudaram a chegada para mais longe.”

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Nova cor

Em sua primeira olimpíada, Londres-2012, Baby era literalmente um bebê perto dos mais experientes. “Essa estreia pesou bastante, estava muito tenso, com muita vontade de ganhar, tudo junto. Isso me travou um pouco. Mas quando a medalha veio foi um alívio muito grande. Um baita privilégio.”

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Na Rio-2016, Rafael Silva já tinha bagagem, mas sofreu uma lesão um ano antes e teve que se recuperar. “Foi o ano mais louco da minha vida, de 2015 para 2016. Fiquei seis meses fora, voltando de lesão, foi uma recuperação difícil. Até ganhar qualidade de movimento e a confiança. Sua cabeça quase entra em parafuso. Então cheguei muito grato para a Rio-2016, estava mais tranquilo que 2012.”

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E para Tóquio, como estará Rafael Silva? “Espero trocar a cor da medalha lá. E trocar da melhor maneira possível. Pensando em melhorar meu judô. Servir de inspiração para os outros”.

Rafael Silva Baby no Mundial de Judô medalha
Baby em ação no Mundial de 2019, que foi no icônico Budokan, no Japão – Gabriela Sabau/IJF

O ápice de uma carreira. Assim Baby enxerga uma provável participação em Tóquio-2020. “As lutas vão ser no Budokan, um ginásio bastante emblemático. É um lugar que você sempre sonha em lutar. E tem a questão do judô ter nascido no Japão, a gente gosta da cultura, da comida e dos treinos. Vai ser histórico.”

Mas não pense que Rafael Silva vai parar depois de 2021. “Se agora estamos tendo um ciclo de cinco anos para Tóquio, para Paris serão apenas três. Dá pra pensar, hein”, disse o judoca em tom de brincadeira. Mas alguém duvida?

Disputa interna

Só que a classificação no judô para 2021 está apertada. “É um processo bem duro”, afirmou. Antes da pandemia paralisar a corrida para a próxima edição dos Jogos Olímpicos, Rafael Silva liderava a corrida interna pela vaga brasileira na categoria acima dos 100 kg. Mas é seguido de perto.

David Moura está na cola, e essa condição só deixa tudo mais interessante. “Fica difícil de se acomodar com essa rivalidade. Melhor para o judô brasileiro é, mas não é confortável para quem está na disputa.”

Dono da categoria

Nas bastasse a disputa interna, Baby pode cruzar com o francês Teddy Riner no caminho para Tóquio-2020 ou na própria Olimpíada do Japão. “Ele sempre foi o alvo da categoria.”

O francês é o atual bicampeão olímpico e não perde uma luta em Campeonato Mundial desde 2010, mas perdeu na final do Grand Slam de Paris, após 10 anos sem derrota. “Essa derrota acho que fará bem para ele. Por outro lado, a galera viu que dá para ganhar dele. No fim das contas, vai dar um movimentada na categoria.”

E o mais curioso é que Kokoro Kageura, que derrotou Riner, não fará parte da seleção japonesa para Tóquio-2020. Hisayoshi Harasawa será o representante na categoria acima dos 100 kg. “Eu gostei, prefiro lutar com o japonês que foi escolhido do que o que ganhou do Riner”, disse rindo Baby.

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