Os Jogos Sul-Americanos de Santa Fé-2026 consagraram a hegemonia do Brasil no continente. Reunindo cerca de 4 mil atletas em 60 modalidades, a competição terminou com uma campanha dominante da delegação, como esperado, que assegurou o topo isolado do quadro geral com 312 medalhas conquistadas, sendo 122 de ouro. O desempenho foi construído com destaques nas piscinas e atuações dominantes de grandes nomes do esporte mundial.
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Stephan Steverink: o maior medalhista da edição
O grande nome individual de todo o evento continental foi o nadador Stephan Steverink. O brasileiro liderou o ranking geral de medalhistas em Santa Fé ao subir seis vezes ao pódio, com quatro ouros, uma prata e um bronze.
Steverink venceu os 200m livre com direito a recorde dos Jogos (1min47s16), além de triunfar nos 400m livre, nos 400m medley e integrar o quarteto campeão do revezamento 4x200m livre. A coleção ficou completa com a prata obtida nos 800m livre e a medalha de bronze nos 1500m livre.
A natação, por sua vez, se consolidou como o esporte que levantou o quadro nacional para o topo. Foram 54 medalhas ao todo na piscina, divididas em 29 ouros, 16 pratas e 9 bronzes.
Nomes de peso confirmam favoritismo
As principais estrelas da delegação que viajaram à Argentina corresponderam à expectativa com desempenhos de alto nível.
No atletismo, o atual campeão mundial e vice-campeão olímpico de Paris-2024 na marcha atlética, Caio Bonfim, confirmou o favoritismo na meia-maratona da prova. O atleta marchou boa parte da disputa atrás do equatoriano David Hurtado, mas foi crucial na reta decisiva para cruzar a linha de chegada em primeiro com o tempo de 1h22min31s.
Já Alison dos Santos, o Piu, dono de dois bronzes olímpicos e do recorde mundial dos 400m com barreiras batido em 2026 (45s80), optou por competir nos 400m rasos em Santa Fé. O resultado não poderia ter sido diferente: bateu duas vezes o recorde da competição e faturou a medalha de ouro cravando 44s61.
No taekwondo, a campeã e líder do ranking mundial Maria Clara Pacheco confirmou o favoritismo. Na categoria até 57 kg, garantiu a medalha de ouro em sua primeira participação nos Jogos Sul-Americanos. A brasileira venceu a argentina Maria Sepulveda em rounds diretos, aplicando 14/2 e 23/1 na grande final para uma conquista inédita. O resultado confirmou ainda mais uma fase espetacular da atleta. Nas últimas 15 competições que disputou, Maria Clara faturou 14 medalhas de ouro.
Mais sobre santa fé-2026
Triplo ouro na ginástica rítmica e Ana Marcela nas águas abertas
Atuais campeãs do mundo, as ginastas da seleção brasileira de conjunto garantiram uma campanha com três ouros em Santa Fé. Formado por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Mariane Gonçalves, Julia Kurinczi, Renata Diniz e Sofia Madeira, o time abriu a caminhada vencendo o conjunto geral e manteve a liderança nas finais por aparelhos.
Nas 5 bolas, ao som de “Feeling Good”, faturaram o topo do pódio. Já na apresentação mista de 3 arcos e 2 pares de maças, embalada por “Abracadabra”, de Lady Gaga, as Leoas superaram a própria marca que havia rendido o título mundial e registraram a expressiva nota de 29.550 pontos. Logo, estabeleceram o novo recorde do conjunto e maior pontuação do ciclo olímpico, garantindo o terceiro ouro.
Nas águas abertas, a consagração veio acompanhada de superação. Campeã olímpica em Tóquio-2020, Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro na prova da maratona aquática completando o percurso em 1h56min58s. A vitória teve um grande peso. A brasileira nadou toda a extensão da prova com o tendão do ombro direito rompido, em apuração realizada pelo Olimpíada Todo Dia ao longo da competição.



