O Brasil encerrou os Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 na liderança do quadro de medalhas, com larga vantagem sobre os principais concorrentes. A campanha foi marcada pela conquista de 122 medalhas de ouro, 107 pratas e 83 bronzes, em um total de 312 pódios.
No entanto, o desempenho brasileiro foi além da conquista de medalhas. Em Santa Fé, a equipe também alcançou mais vagas para os Jogos Pan-Americanos Lima 2027, subiu ao pódio em cerca de 90% das 52 modalidades disputadas e reuniu atletas consagrados e jovens talentos na equipe.
“Encerramos os Jogos Sul-Americanos com o Brasil no primeiro lugar de forma consistente. E isso nos dá muito orgulho”, afirmou a Chefe de Missão do Brasil, Yane Marques.
Para o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco La Porta, Santa Fé representa o primeiro grande termômetro do ciclo que levará o Brasil aos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028.
“Os Jogos Sul-Americanos são o primeiro termômetro nesse caminho para Los Angeles e tivemos excelentes resultados aqui. Boas surpresas, detecção de talentos, novos nomes aparecendo”.
Para se ter a dimensão da superioridade brasileira no evento, a equipe conquistou 41 títulos a mais que a delegação dona da casa, a Argentina, que terminou com 81 medalhas de ouro. No entanto, o total de pódios foi mais próximo, com os argentinos somando apenas 19 medalhas a menos que o Brasil (312 a 293).
A Colômbia foi, disparada a terceira melhor delegação do Sula. Ganharam 69 medalhas de ouro, 61 de prata e 62 de bronze, deixando o Chile com a quarta colocação. Veja abaixo o top 10 do quadro de medalhas.
Santa Fé 2026
Atletas brasileiros conquistam vagas para os Jogos Pan-Americanos de 2027
De acordo com o COB, 77 atletas brasileiros garantiram mais de 30 classificações para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027 em modalidades como águas abertas, atletismo, boliche, escalada, hipismo (nas três modalidades), karatê, pelota basca, polo aquático, saltos ornamentais, tênis de mesa, tiro com arco, triatlo e vela.
A liderança no quadro de medalhas também veio acompanhada por uma distribuição ampla de resultados. O desempenho brasileiro não ficou concentrado em um grupo restrito de modalidades.
“Fizemos pódio em cerca de 90% das modalidades em que participamos. Mas essas medalhas não são apenas números. Elas são consequência”, ressalta Yane Marques. “Consequência do talento de nossos atletas, é claro, mas também de um trabalho sério, realizado pelo COB, pelas Confederações, pelos clubes e por todo o Movimento Olímpico”.
Equipe brasileira mesclou veteranos, atletas no auge e jovens promessas
O desempenho dos atletas mais jovens em Santa Fé também foi acompanhado pela presença de nomes já consolidados no cenário esportivo mundial. Alison dos Santos, o Piu, e a equipe brasileira de ginástica rítmica, as Leoas, estiveram entre as principais referências que participaram da competição e ajudaram a ampliar o significado da campanha brasileira para além dos resultados.
“Vimos medalhas inéditas em algumas modalidades, jovens atletas vivendo uma grande Missão pela primeira vez na vida e grandes referências do nosso esporte amando competir os Jogos Sul-Americanos, como os gigantes Piu, do atletismo, e as Leoas, da ginástica rítmica”, relembra Yane Marques.
Para Jorge Bichara, diretor de Esporte do COB, a combinação entre atletas experientes e jovens também foi fundamental para o desempenho brasileiro em Santa Fé.
“O Brasil cumpriu seu papel com uma representação que reuniu atletas experientes, alguns deles entre os melhores do mundo, ao lado de atletas mais jovens, que estão buscando espaço e experiência na categoria adulta. Essa combinação é importante para o processo de renovação de diferentes esportes”, disse.
A avaliação do COB sobre a campanha no Sula
A campanha brasileira em Santa Fé não deve ser analisada apenas a partir de comparações com outras edições dos Jogos Sul-Americanos. Essa é a opinião de Jorge Bichara. Para ele, cada competição apresenta um cenário próprio, influenciado por fatores como o calendário internacional, a época do ano, a quantidade de modalidades e provas e o tamanho das delegações participantes.
Os números mostram a contribuição de diferentes modalidades para a campanha. Natação e atletismo, por exemplo, foram responsáveis por cerca de 30% das medalhas conquistadas pelo Brasil. Na piscina, foram 29 títulos e 54 pódios. Já no atletismo, a delegação brasileira terminou com 14 ouros e 38 medalhas no total.
Os esportes de combate também tiveram participação importante. Juntas, as equipes de judô, boxe, esgrima, taekwondo, karatê e wrestling conquistaram 51 medalhas, sendo 23 delas de ouro.
A soma desses resultados sustentou a liderança brasileira no quadro geral, mesmo com uma delegação menor que a de alguns dos concorrentes. Além dos resultados em Santa Fé, a campanha também teve impacto neste ciclo.
“O Brasil segue na liderança continental mesmo com uma delegação menor que de outros países e alcançamos êxito também na busca por mais vagas para os Jogos Pan-Americanos Lima 2027”, comemora Bichara.



