O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026 na liderança do quadro de medalhas, com uma campanha marcada pelos números expressivos e pela presença de diferentes gerações do esporte nacional. Para Yane Marques, chefe de Missão do Comitê Olímpico do Brasil (COB), o resultado representa uma missão cumprida. Com 486 compedidores na delegação, o time brasileiro conquistou 312 medalhas, sendo 122 de ouro, 107 de prata e 83 de bronze, e garantiu mais de 30 classificações para os Jogos Pan-Americanos de Lima-2027.
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“Foi com muito gosto que participamos. Viemos com 486 atletas, uma grande delegação, e saímos daqui como os primeiros no quadro de medalhas, com quase 300 medalhas e 30 classificações para os Jogos Pan-Americanos de Lima no próximo ano”, disse Yane Marques para a RTS Medios, Radio y Televisión Santafesina. A atleta olímpica destacou que a campanha em Santa Fé teve um significado especial pela combinação entre atletas consolidados e nomes que viveram sua primeira experiência em uma grande competição. “Tínhamos neste grupo atletas muito jovens vivendo a primeira experiência em Jogos, grandes missões, e atletas mais experientes. Então, para nós, é uma sensação de missão cumprida, um grande evento, uma grande experiência. Estamos todos muito felizes”, completou a dirigente do COB.
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Além dos números
Para Yane Marques, o desempenho brasileiro vai além do quadro de medalhas. O Brasil chegou ao pódio em cerca de 90% das modalidades disputadas e teve conquistas inéditas em diferentes esportes. A Chefe de Missão ressaltou justamente esse equilíbrio entre tradição e renovação como um dos pontos positivos da participação brasileira. Durante a competição, nomes consagrados como Alison dos Santos, o Piu, no atletismo, e as atletas da ginástica rítmica dividiram espaço com jovens atletas em busca de seus primeiros resultados internacionais.
A dirigente do COB também destacou a experiência de acompanhar a delegação em diferentes cidades-sede. Yane Marques revelou que passou por Rosário, Rafaela e Santa Fé, acompanhando de perto a rotina dos atletas brasileiros. “Estive em Rosário, depois em Rafaela e aqui em Santa Fé, então vivi um pouco de todas as bases e todo o time do Brasil, com todos os atletas. Foi uma grande oportunidade de fazer intercâmbio, aprender, entender e aproveitar”. Além da participação brasileira, ela também avaliou positivamente a organização argentina e o envolvimento do público local. “Vimos arenas lindas, muita gente. O povo da Argentina abraçou os Jogos de uma forma espetacular”, destacou.
A vice-presidente do COB citou o ambiente encontrado nas arenas e a presença das torcidas durante as disputas. “Em todos os lugares em que estive foi a mesma coisa. Filas nas entradas, eu fui para o boxe e estava completamente cheio. E aqui teve escalada, atletismo, crianças pequenas acompanhando. Acho que a Argentina encerra os Jogos Sul-Americanos e deixa um legado muito rico para o país”, ressaltou Yane Marques.
Próximos desafios do ciclo
Apesar do encerramento dos Jogos Sul-Americanos, Yane Marques reforçou que o calendário do Time Brasil segue intenso. As classificações para Lima-2027 fazem parte de um caminho que também passa pela preparação olímpica. “Foi uma experiência muito valiosa, muito rica, e vamos agora aproveitar um pouco disso tudo. Mas é seguir o trabalho porque temos tantos outros eventos, competições, qualificatórios para o Pan-Americano, que por si qualificam para os Jogos Olímpicos. Então, é trabalho duro que nos espera pela frente”, concluiu a dirigente.



