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Natação

 

Com dois ouros, Steverink diz que dobradinha é “mais mental do que físico”



Murilo Sartori, companheiro de piscina de Stephan Steverink na prova, ficou com a prata na mesma noite em que o Brasil somou 15 medalhas na natação.



Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Stephan Steverink conquistou dois ouros individuais nesta segunda (14), nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé. As provas foram os 400m medley e nos 200m livre, prova em que também bateu o recorde dos Jogos, com 1min47s16.

Murilo Sartori completou a dobradinha brasileira na segunda colocação dos 200m livre, com 1min47s49.

Em entrevista a João Kikuichi, do OTD, Steverink contou como foi nadar as duas provas, tão diferentes entre si, na mesma noite.

Foto: Arquivo Pessoal

“A gente aquece pra primeira. Aí depois da primeira, a gente tem que trocar a nossa cabeça, trocar o nosso mindset pra outra prova. A gente acaba soltando, às vezes trocando de traje, que foi o que eu fiz. E aí colocando a cabeça no lugar. Então é muito mais mental do que físico”, disse.

Sobre o dia como um todo, avaliou: “Era a etapa mais desafiadora, mas foi muito bom ter conseguido a medalha de ouro nos 400 medley.”

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Murilo Sartori também falou ao OTD sobre a prata nos 200m livre: “Acho que a prova saiu até bem melhor do que eu esperava. Acho que pelo revezamento ontem, eu não tava nem esperando nadar pra 47 médio aí. Então tô bem feliz com o resultado e é sempre bom trazer uma medalha pro Brasil.”

Pódio completo. Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Os dois também comentaram, em tom de brincadeira, a mistura de experiência e juventude na atual seleção. Steverink, de 24 anos, se descreveu como um “meio-termo” entre os mais novos e os mais experientes: “Acho que eu comecei a passar pro lado um pouco mais da galera mais velha. Já passei da minha primeira seleção. […] Na posição que eu tô, acho que eu posso passar um pouco da experiência que eu tenho pra galera mais nova, mas também sempre tô escutando os mais velhos. Tô aqui pra ajudar quem precisar.”

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Murilo, mais jovem, retribuiu o elogio: “Eu conheço o Stephan há muito tempo. Desde que eu era criança, eu vi ele nadar, vi ele competir, estar entre os melhores. Então tá do lado desse cara, nadando do lado dessas competições grandes, é uma realização.”

Questionados sobre os planos para o restante do ciclo olímpico, os dois destacaram que a medalha em Santa Fé é apenas o primeiro passo rumo a Los Angeles 2028, ainda a dois anos de distância. “A gente ainda tem mais dois anos até a Olimpíada. Acho que estar representando o Brasil e ganhando medalha coloca a gente no caminho certo pra chegar lá”, disse Murilo.

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