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Duda Amorim abre as portas do Györi e revela bastidores do clube

Handebol

Duda Amorim abre as portas do Györi e revela bastidores do clube

Se preparando para mais um Final Four e tentando o o inédito hexacampeonato da Champions League, brasileira mostrou o clubé húngaro que é referência no mundo

Melhor jogadora do planeta da última década, pentacampeã da Champions League feminina de handebol, campeã mundial pelo Brasil e melhor jogadora do mundo em 2013. Esses são alguns títulos que Duda Amorim venceu na carreira até o momento. Maior nome da modalidade do país na história, a atleta deu uma pausa na preparação para o Final Four da competição europeia com o Gyori, que acontece na última semana de maio, para mostrar como é o clube que é sua casa há mais de 10 anos.

Cinco títulos em seis finais nas últimas sete temporadas que tiveram decisões europeias. Esse é o histórico do Györi Eto nas últimas edições de Champions League feminina de handebol. Por conta disso, de todo o domínio dentro da Hungria, o time de Duda Amorim pode ser, e para alguns especialistas é, o melhor time do planeta quando se fala de handebol feminino.

Duda Amorim - Gyori - Champions League de handebol
(Divulgação/Gyori)

Por conta disso, o Final Four da atual edição da competição europeia, que acontece entre os dias 29 e 30 de maio em Budapeste, tem o time da brasileira como favorito. Em entrevista para o site da Champions League, Duda Amorim é direta sobre qual o objetivo da equipe em sua última temporada com o Gyori Eto. “Queremos o título. Queremos o recorde, vamos em busca do hexacampeonato”.

-Talita/Taiana e Alison/Álvaro Filho estão nas oitavas da etapa de Cancún

Os títulos mais marcantes

No vídeo divulgado recentemente pela EHF TV, Duda Amorim mostra como é o clube e a sua rotina dentro do Gyori Eto. Desde a entrada, mostrando sua rotina no vestiário, rotinas pré jogos e preferências dentro de quadra. Além disso, a brasileira foi questionada sobre o título mais marcante de sua carreira, que conta com mais de 30 troféus na galeria, e a resposta não surpreendeu.

“Acredito que o primeiro da Champions League, por conta da pressão que nós tínhamos na época para sermos campeãs, a conquista do Mundial de 2013 com o Brasil, por tudo que representou, e o quarto título da Champions, por ter sido decidido somente na prorrogação”.

Apesar de estar entre seus títulos mais marcantes da carreira, o título mundial de 2013 “quase” não aconteceu. Isso porque, nos Jogos Olímpicos de 2012, depois de perder as quartas de final para a Noruega, Duda Amorim pensou e chegou a falar que não jogaria mais handebol. “Depois do jogo das quartas de Londres 2012 eu liguei para minha mãe e falei que não jogaria mais, ela pediu para esperar e falar com ela em três dias. Fiz isso e segui jogando. Um ano depois era campeã mundial e melhor do mundo”.

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Duda Amorim é o maior nome do país na história no handebol (COB/Divulgação)

O que esperar do futuro

Depois de chegar na Hungria em 2009, conquistar tudo que poderia com o clube e chegar no topo do planeta no handebol, Duda Amorim decidiu mudar. Após os Jogos Olímpicos de Tóquio, em que a jogadora buscará a primeira medalha olímpica de sua carreira com o Brasil, a camisa 18 da seleção brasileira mudará de casa. Depois de ter falado que existia a possibilidade de parar de jogar após os jogos no Japão, Duda irá para a Rússia e será atleta do Rostov-Don, equipe que tem a goleira Mayssa em seu elenco.

Sobre o futuro e como quer ser lembrada, a brasileira preferiu não falar sobre o seu próximo time. “Quero ser lembrada como uma boa pessoa, uma boa companheira de equipe, boa filha, esposa, atleta e quem sabe em um futuro uma boa mãe”, finalizou Duda Amorim.

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