A Seleção Brasileira de Conjunto de ginástica rítmica brilhou neste fim de semana e conquistou a medalha de ouro no all-around (conjunto geral) na etapa de Milão da Copa do Mundo, na Itália. Na soma das apresentações das séries de cinco bolas e mista (três arcos e dois pares de maças), o Brasil obteve a nota final de 56.050 pontos, superando China e Espanha, que empataram na segunda colocação com 55.850.
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O excelente desempenho acontece na última competição antes do Mundial de Frankfurt, marcado para o dia 12 de julho, e eleva a confiança do grupo na busca pela sonhada vaga olímpica antecipada. A equipe que representou o país em Milão é formada pelas ginastas Maria Eduarda Arakaki, Julia Kurunczi, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Nicole Pírcio e Sofia Pereira.
Consistência nos dois dias de disputas
Na sexta-feira (10), as brasileiras já haviam impressionado o público no Forum di Milano, em Assago. Na série de cinco bolas, a equipe alcançou a melhor nota do dia: 28.050. A Espanha recebeu uma pontuação idêntica, mas o conjunto verde-amarelo levou a melhor nos critérios de desempate.
Neste sábado (11), o Brasil voltou ao tapete para a série mista e assegurou a nota de 28.000. A China teve um desempenho levemente superior no aparelho, mas, como havia obtido 27.700 na véspera, não conseguiu ultrapassar as brasileiras na somatória final. A Espanha, por sua vez, anotou 27.800 no segundo dia.
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Avaliação da comissão técnica
A treinadora Camila Ferezin expressou seu contentamento com o resultado expressivo. “O desempenho do nosso conjunto foi excelente. Conquistar a medalha de ouro no all-around na última etapa de Copa do Mundo antes do Mundial demonstra que estamos cada dia mais preparadas e confiantes em busca do nosso objetivo principal, que é a vaga olímpica antecipada”, destacou.
Ferezin também analisou o rigor da arbitragem em Milão, comparando com as notas do Pan-Americano do Rio de Janeiro, onde a equipe obteve 28.850 na série simples e 28.600 na mista. “Acredito que a arbitragem tenha sido mais rigorosa aqui. O nível desta etapa de Copa do Mundo é altíssimo. São 33 conjuntos que vão brigar por vagas olímpicas. A banca foi composta por árbitros de maior brevet. É natural que a exigência seja maior”, ponderou.
Para Cacá Resende, diretor-geral da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), a medalha coroa o planejamento contínuo da entidade. “Toda a equipe está de parabéns: ginastas, comissão técnica, equipe multidisciplinar. O esforço está sendo conduzido com toda a maestria pela treinadora Camila Ferezin, que lidera o grupo. Os resultados estão sendo construídos. Há todo um processo, e sabemos bem aquilo que queremos alcançar”, finalizou.



