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Ginástica Rítmica

 

Gabi Moraes vive retorno simbólico ao Rio em estreia como técnica no Pan



Gabi Moraes vive retorno simbólico ao Rio em sua estreia como técnica da seleção brasileira juvenil de conjunto no Pan-Americano de GR



Foto: Melogym/CBG

Gabrielle Morais, conhecida como Gabi Moraes, fará oficialmente sua estreia como treinadora da seleção brasileira juvenil de conjunto no Campeonato Pan-Americano de ginástica rítmica, que começa neste domingo (31). Em entrevista ao Olimpíada Todo Dia (OTD), a ex-atleta olímpica dos Jogos Rio 2016 falou sobre o início da nova função justamente na Arena Carioca 1, palco onde competiu há quase dez anos durante a Olimpíada.

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Em 2016, Gabi Moraes entrou na Arena Carioca, no Rio de Janeiro, vivendo o sonho olímpico como atleta da seleção brasileira. Quase dez anos depois, ela retorna ao mesmo palco em uma nova etapa da carreira, agora como treinadora da seleção juvenil de conjunto e ajudando a formar a próxima geração da ginástica rítmica brasileira.

“Todas as vezes que venho ao Rio é uma enxurrada de boas lembranças. Vivi muitos momentos marcantes da minha carreira aqui. Estar hoje do outro lado é uma honra para mim. Dentro ou fora da quadra, o objetivo segue sendo o mesmo: representar muito bem o nosso país no esporte que é a minha paixão. Mais uma boa lembrança está prestes a ser criada aqui, e fico muito feliz por poder fazer parte disso mais uma vez.”

Carreira na seleção brasileira

Ex-atleta olímpica da seleção brasileira de conjunto, Gabi construiu uma longa trajetória dentro da ginástica rítmica ao longo de 20 anos no esporte. Durante cerca de uma década, integrou a equipe adulta do Brasil e esteve entre as representantes do país nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, encerrando a carreira como ginasta aos 26 anos.

Seleção brasileira de conjunto durante os Jogos Olímpicos da Rio 2016 – Foto: Ricardo Bufolin / CBG

Após deixar as quadras, iniciou a transição para a carreira de treinadora e passou a integrar a comissão técnica da seleção adulta de conjunto, trabalhando principalmente com a equipe reserva. Em 2025, participou como auxiliar técnica da campanha que garantiu o título do Campeonato Pan-Americano em Assunção, no Paraguai. Nesta temporada, assume um novo desafio ao comandar pela primeira vez a seleção juvenil de conjunto em uma competição continental.

“Eu lembro exatamente da sensação de estar realizando o sonho olímpico, da gratidão que eu sentia por estar ali. Hoje eu olho pra essas meninas da seleção juvenil e vejo os olhos brilhando, e sei que elas sentem essa mesma gratidão por estarem aqui. Poder presenciar a realização dos sonhos delas é muito especial”, comentou a ex-ginasta.

Trabalho duro e dedicação

O Campeonato Pan-Americano Juvenil de Ginástica Rítmica será disputado entre os dias 31 de maio e 2 de junho, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro. O ginásio também marcou momentos importantes da trajetória de Gabi Moraes na seleção brasileira, como a conquista da vaga olímpica para Tóquio 2020 e a participação no Pan-Americano de 2022. Agora, em uma nova fase da carreira, a treinadora destacou o trabalho realizado nos últimos meses com a nova geração da seleção juvenil e a importância de transmitir valores que vão além dos resultados dentro de quadra.

“Trabalhamos muito nesses quatro meses de nova formação da seleção juvenil. O que eu tentei transmitir para elas foi que o trabalho duro e a dedicação sempre compensam. Se entregar 110% sempre, porque fazemos na competição aquilo que treinamos todos os dias. E para que, no fim, possamos falar que demos o nosso melhor, independente do resultado.”

Treinadora e mãe

Em março de 2023, Gabi descobriu a gravidez apenas uma semana antes do início da temporada internacional. Dois anos depois, a ex-ginasta vive uma nova fase da vida conciliando a rotina intensa como treinadora da seleção brasileira com a maternidade. Para ela, o equilíbrio entre as duas responsabilidades só é possível graças à rede de apoio familiar, especialmente da mãe, que a auxilia no dia a dia com a filha Manu.

“Equilibrar os pratos da maternidade e do trabalho é uma das coisas mais difíceis pra mim… ambos exigem muito! Mas isso só é possível porque tenho uma rede de apoio incrível, que é minha mãe. Durante o dia posso me dedicar totalmente no ginásio, e quando chego do trabalho tenho o maior amor do mundo esperando por mim. É uma rotina cansativa, mas muito gratificante. Sei que Manu vai se orgulhar da mamãe um dia, isso me faz seguir em frente.”

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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