O Brasil recebe, pela primeira vez na América do Sul, um Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, marcando um momento histórico para a modalidade no país. A competição evidencia o crescimento da ginástica nacional, tanto no desempenho das atletas quanto na capacidade de organização de eventos internacionais de alto nível.
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“Esse grande campeonato, esse grande evento de ginástica rítmica para o nosso país mostra que a ginástica brasileira hoje não só tem um desempenho esportivo excelente dentro da quadra, como também na gestão e na organização. Sofremos muito em Valência e acho que já merecíamos uma medalha naquele Mundial, mas por outros aspectos não conseguimos. Isso nos motivou a trazer a competição para cá, para que toda a comunidade da ginástica enxergasse o Brasil de um outro olhar”, comentou Ricardo Resende, diretor-geral da CBG.
Na ocasião em Valência, o conjunto brasileiro perdeu a medalha de bronze na final dos cinco arcos. A equipe terminou empatada com a Itália, que cometeu um erro, mas a pontuação não sofreu desconto, garantindo o terceiro lugar às italianas.
Medalhistas nas principais competições
Em 2025, o conjunto brasileiro somou cinco medalhas nas principais competições internacionais: quatro de ouro e uma de bronze. Já nos dois últimos Mundiais, disputados em Sófia 2022 e Valência 2023, a equipe terminou na quarta colocação na prova dos cinco arcos, que nesta edição dá lugar à disputa com as cinco fitas.
“Este ano, disputamos duas Copas do Mundo, em Portimão e em Milão, e vencemos ambas no All-Around, o que mostra como a ginástica brasileira está cada vez mais forte”, destacou Cacá.
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Página virada
O Campeonato Mundial marca uma nova fase para a ginástica rítmica brasileira, após desafios nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Naquele evento, Victória Borges se lesionou no início da última apresentação, comprometendo a execução completa, mas a equipe ainda terminou com 24.950 pontos. Formada por Maria Eduarda Arakaki, Deborah Medrado, Sofia Pereira e Nicole Pircio, a seleção vinha como uma das favoritas antes do incidente.
“Quando falo nos Jogos de Paris, você toca meu coração, e acho que toca o coração de todo mundo. Na nossa última conversa com os atletas da seleção, choramos, revivemos aquele momento e já viramos a página. Agora, todos estão felizes, prontos e preparados para fazer o melhor e representar o nosso país da melhor maneira possível”, finalizou Ricardo Resende.