Com início previsto para esta quarta-feira (20), o Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica será realizado na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, que sedia o evento junto com a América do Sul pela primeira vez na história. Com a expectativa de “furar a bolha” e ampliar a visibilidade e o alcance da modalidade, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) já planeja os próximos passos para o desenvolvimento do esporte no país.
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“Hoje, a Confederação Brasileira de Ginástica está presente na maior parte dos estados. Temos profissionais que acompanham o desenvolvimento esportivo de cada sede, coordenam as atividades e fazem esse acompanhamento semanalmente. Se fizermos um recorte da nossa seleção, acredito que diversas atletas passaram por esses centros. Agora, vamos aproveitar todo esse legado que está sendo construído para fazer a destinação correta dos equipamentos”, comentou Ricardo Resende, diretor-geral da CBG.
União das Américas
A organização do campeonato contou com uma força coletiva que envolveu toda a América, em especial a América do Sul. Muitos países, que não têm a possibilidade de competir na Europa ou na Ásia, encontram aqui a oportunidade de participar de um Mundial de ginástica.
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“Para sediar um Mundial, o país precisa investir cerca de 2,2 milhões de reais, e muitas confederações não dispõem desse recurso para arcar. No nosso caso, realizamos uma assembleia na Confederação Sul-Americana de Ginástica, na qual os 12 países assinaram uma carta em apoio ao Brasil. Isso demonstra o quanto a região esteve envolvida e comprometida com a realização do evento”, destacou.
Ele ainda reforçou a importância histórica da competição. “Fazer aqui no Brasil, o primeiro Mundial da história da América do Sul, com todos os recursos e arena lotada, é um momento de suma relevância para a ginástica sul-americana. A Confederação doará os tablados adquiridos para centros de treinamento, garantindo um legado. Não tenho dúvidas de que, ao final desse Mundial, a ginástica rítmica será muito mais visível e reconhecida”, completou.
Futuras competições
Já em 2026, o Brasil volta a receber um grande evento, o Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, Rítmica e Aeróbica. Para Caca, a realização do Mundial no país representa um passo fundamental para o desenvolvimento da ginástica como um todo. Ele explica que a escolha de sediar a próxima competição também teve caráter estratégico, já que ao organizar eventos desse porte, a Confederação consegue adquirir equipamentos com até 80% de desconto. Isso possibilita a renovação do material utilizado em âmbito nacional.
Além disso, ele destacou que, a partir de 2027, o Brasil pretende solicitar etapas da Copa do Mundo de Ginástica, aproveitando o bom momento vivido pela modalidade no país. “No próximo ano teremos cinco campeonatos Pan-Americanos para serem realizados aqui e, no futuro, com certeza vamos sediar um Mundial de Ginástica Artística,”, afirmou Ricardo Resende, que inclusive fez o pedido diretamente a Morinari Watanabe, presidente da Federação Internacional de Ginástica.