Às vésperas do Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, que será realizado no Rio de Janeiro, Barbara Domingos, a Babi, vive um momento especial na carreira. Finalista olímpica dos Jogos de Paris e referência da modalidade no Brasil, ela chega embalada por mudanças estratégicas nas séries, pela experiência acumulada em competições internacionais e pela expectativa de competir em casa, diante de um público que acompanha cada vez mais de perto o crescimento da ginástica rítmica no país.
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Babi Domingos destacou o treino de pódio como etapa fundamental na preparação para o Mundial de Ginástica Rítmica e compartilhou suas expectativas para a competição. “Acredito que o treino de pódio é um treino, é onde você realmente liga os pontos de atenção, então nossas expectativas são as melhores. A gente está em busca por finais do individual por aparelhos e do geral porque a gente sabe que é possível, o quanto a gente treinou dia após dia para estar aqui e eu tenho certeza que a gente vai conseguir mostrar o que a gente treinou e trazer o melhor resultado para o Brasil”, comentou a ginasta.
Competindo em casa
Considerado o maior da história em número de participantes, o Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica de 2025 reunirá 77 países, incluindo potências da modalidade como Bulgária, Itália e Japão, além do Brasil como país-sede. A competição contará com mais de 100 ginastas no individual e 36 conjuntos, reforçando a grandiosidade e o nível técnico do evento que pela primeira vez acontece no Rio de Janeiro e na América do Sul.
Para Babi, a conquista de sediar o Campeonato Mundial no Brasil é resultado de uma trajetória marcada por grandes feitos, incluindo o histórico avanço à final do Individual Geral nos Jogos Olímpicos, um marco inédito para a ginástica rítmica brasileira. “Sabemos o quanto a ginástica aumentou a demanda depois da Olimpíada, aumentando também a visibilidade. Então, trazer o campeonato para o Brasil é muito importante para a gente como ginasta”, destacou.

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Fala treinadora
A preparação de uma ginasta finalista olímpica vai muito além da técnica. Cada nova série carrega expectativas do público, da comissão técnica e, principalmente, das jovens atletas que a têm como referência. Nesse cenário, a treinadora de Babi destaca a responsabilidade de corresponder a todas essas projeções.
“É uma grande responsabilidade, porque como ela é uma ginasta finalista olímpica existe toda uma expectativa em relação às novas coreografias e à performance. Então, realmente é uma responsabilidade para que ela consiga corresponder tanto às expectativas do público quanto das ginastas mais novas que se inspiram nela”, comentou a treinadora Mayara Ehlke.
Mudança foi bem vinda
Na etapa da Copa do Mundo de Milão, Babi Domingos estreou uma nova série de fita, substituindo El Tango de Roxanne por uma música brasileira. “A gente acabou tendo que fazer essa mudança porque era um campeonato mundial no Brasil, e precisávamos de uma música mais brasileira. Não que a antiga não fosse bonita, mas sabíamos que, por ser no nosso país, era importante trazer algo mais característico”, explicou a ginasta.
A alteração, segundo ela, acabou sendo muito positiva. “Foi bem acertada. A primeira competição em que estreei a série foi em Milão e deu tudo certo, consegui a final na fita. Então acredito que agora, no Mundial, não só a final da fita, mas também a do individual geral e dos outros aparelhos é possível”, analisou.