Prestes a disputar seu terceiro Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, que começa nesta quarta-feira (20), Geovanna Santos, mais conhecida como Jojo, chega ao maior palco da modalidade com a confiança de quem já acumula experiência internacional. A competição, que pela primeira vez na história acontece no Brasil e também na América do Sul, representa um momento especial na carreira da ginasta, que vem de uma sólida preparação e vive a expectativa de se apresentar diante da torcida brasileira.
No último treino antes da estreia, o tradicional treino de pódio, Jojo avaliou com entusiasmo o desempenho e destacou a importância desse momento de ajuste. “Foi maravilhoso, oficialmente é o último treino antes da competição, o instante de sentir o clima da quadra, as luzes, a atmosfera. Agora é confiar e fazer o meu melhor representando o Brasil”, afirmou.
“A gente conseguiu, neste ano, na Copa do Mundo de Sofia, na Bulgária, e em Cluj, na Romênia, chegar ao top 10 no individual geral, além de ser finalista por aparelhos. Trabalhamos muito, eu, minha técnica e toda a comissão técnica que está por trás. Dificultamos as séries e vamos chegar a este Mundial brigando pela final do individual geral, além de buscar aumentar a pontuação”, analisou a ginasta em entrevista ao Olímpiada Todo Dia (OTD).

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Arena simbólica
A arena também carrega um peso simbólico para a ginasta, já que foi no mesmo local que conquistou a vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio com o conjunto brasileiro. “É uma emoção enorme estar de volta aqui. Passei por momentos marcantes nessa quadra, como classificatórios olímpicos, campeonatos brasileiros e pan-americanos. Em Tóquio competimos sem público, então poder ter a energia da torcida, da família, vai ser uma felicidade imensa”, disse emocionada.
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Quatro aparelhos quatro estilos
Sobre suas séries, Jojo ressalta a ousadia nas escolhas musicais, que vão de clássicos a ritmos brasileiros. “Titanic traz um lado mais elegante e sentimental. As maças têm uma pegada mais teatral, até de terror. Já a fita vem com o samba, que conta um pouco da nossa história, dos povos originários. E no arco, a música é muito forte e imponente. Cada série exige uma entrega diferente, e o código valoriza muito o artístico. Por isso precisamos transformar energia e emoção em um ponto a nosso favor”, explicou.