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Ginástica Artística

 

Equipe masculina do Brasil fica fora do pódio no Pan, mas vai ao Mundial



Arthur Nory, Diogo Soares, Caio Souza, Rogério Borges e Vitaliy Guimarães ficaram em quarto lugar na prova por equipes do Pan de ginástica artística



Equipe masculina do Brasil no Pan-Americano de ginástica artística
(Foto: Melogym/CBG)

A competição por equipes masculina do Campeonato Pan-Americano de ginástica artística no Rio de Janeiro foi de altos e baixos para a seleção brasileira. Arthur Nory, Diogo Soares, Caio Souza, Rogério Borges e Vitaliy Guimarães tiveram um desempenho longe do potencial do time e ficaram fora do pódio, na quarta colocação. Mesmo sem a medalha, a equipe cumpriu um dos seus objetivos que era a classificação para o Campeonato Mundial que acontece em outubro na Holanda.

As melhores notas do Brasil vieram na barra fixa com um 14.033 de Diogo Soares e 13.933 de Arthur Nory. Ambos tiveram uma execução espetacular e avançaram para a final do aparelho. Mas Caio Souza e Vitaliy Guimarães tiveram quedas na barra e a equipe teve que contar uma nota na casa dos 11 pontos. O Brasil também teve uma boa rotação nas paralelas, com Caio e Diogo tirando 13.500 e no solo, puxados pelo 13.400 de Vitaliy Guimarães.

A situação ficou mais difícil no final da competição, quando a seleção brasileira foi para seus piores aparelhos: cavalo com alças e argolas. No cavalo, a única nota boa foi o 13.266 de Diogo Soares. Já nas argolas, Caio Souza veio com ddificuldade longe do seu máximo, já que volta de lesão, mas tirou 13.233. Como as outras notas nos dois aparelhos foram baixas, o Brasil não conseguiu ultrapassar as equipes de Canadá, Colômbia e Estados Unidos que ficaram no pódio. A equipe brasileira somou 234.927 e ficou na quarta colocação. Os quatro países se classificaram para o Mundial de Ginástica Artística.

Canadá supera Colômbia na última nota

Mais cedo, a Colômbia fez uma grande competição para terminar com um total de 241.594 pontos. Destaque para o vice-campeão olímpico Angel Barajas e o campeão mundial júnior Camilo Vera. Ambos fizeram grandes apresentações ao longo da competição, principalmente na barra fixa e nas paralelas. A dupla ainda evoluiu nas argolas e no cavalo, que eram os pontos fracos do time, para colocar os colombianos na primeira posição, na frente dos EUA.

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Para os colombianos, ainda era necessário secar a seleção do Canadá que competiu no final do dia ao lado do Brasil. Os canadenses fizeram uma boa competição, com destaque para Felix Dolci, que voltou a treinar algumas semanas atrás, após participar de uma versão canadense do Big Brother. Mesmo assim, ele conseguiu as maiores notas do dia nas argolas e na barra fixa. O Canadá fechou a competição no cavalo com alças, tendo a tensão de cravar a prova em um aparelho traiçoeiro. Mas com direito a um 14.266 de Jordan Carroll, os canadenses garantiram o ouro do Campeonato Pan-Americano com 243.026.

Os Estados Unidos fizeram uma competição ruim, mas conseguiram o bronze. A equipe estadunidense ficou sem descartes nas paralelas e na barra fixa e tiveram que contar com uma nota abaixo dos 10 pontos de Kameron Nelson na barra fixa. Mas o time fez uma boa rotação de solo no final para conseguir 235.961 pontos e ficar em terceiro lugar.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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