Vai começar o Mundial de Ginástica Artística Jakarta-2025. No aquecimento para a competição, o Olimpíada Todo Dia faz uma série de textos listando os favoritos em cada uma das provas. No salto, o britânico Jake Jarman e o armênio Artur Davtyan tem protagonizado a disputa no aparelho nos últimos anos, mas perderam nos Jogos Olímpicos de Paris para o filipino Carlos Yulo.
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Dois ginastas têm protagonizado a disputa no salto sobre a mesa nos últimos anos: o britânico Jake Jarman e o armênio Artur Davtyan. Jarman faz um dos saltos mais difíceis do código de pontuação, o Tsukahara com tripla pirueta e meia (5.6 de dificuldade) e um Dragulescu (reversão, seguida de duplo mortal grupado para frente com meia pirueta – 5.2). Com um dos combos mais difíceis do mundo, o britânico costuma ter médias altas, podendo chegar perto dos 15 pontos.
Artur Davtyan tem menos dificuldade com dois saltos de 5.2, o Dragulescu e uma reversão seguida de mortal para frente com duas piruetas e meia (Barani). Mesmo com a diferença na nota de partida, Davtyan costuma se destacar pela sua execução excelente no aparelho. Além disso, ele tem facilidade em cravar os seus saltos, ganhando o bônus de um décimo para os ginastas que têm chegadas perfeitas no aparelho.
No Mundial de 2022 deu Davtyan e no de 2023 Jarman levou a melhor. Eles também tem se revezado no topo do pódio no Campeonato Europeu. Nos últimos quatro anos, o armênio ganhou em 2023 e 2025, enquanto o britânico venceu em 2022 e 2024.
Quem mais está na briga?
Apesar de terem chegado como favoritos nos Jogos Olímpicos de Paris, quem levou a medalha de ouro no ano passado foi Carlos Yulo, das Filipinas. Ele competiu neste ano apenas no Campeonato Asiático onde levou o bronze no salto. Mas na ocasião, Yulo não fez seus saltos mais difíceis. Em Paris, o filipino apresentou uma versão do Dragulescu na posição carpada (5.6) e um Tsukahara com tripla pirueta (5.2). Se repetir esses saltos em Jakarta, Carlos Yulo iguala a dificuldade de Jake Jarman e entra de vez na briga pelo ouro.
Outros nomes devem aparecer na briga pelo pódio no salto masculino em Jakarta. Mahdi Olfati do Irã é o atual campeão asiático. Na competição, ele homologou um dos saltos mais difíceis do código, um Yurchenko seguido de duplo mortal grupado com pirueta, valendo 5.6. Já o ucraniano Nazar Chepurnyi levou o bronze no Campeonato Europeu e ganhou medalhas em quatro etapas de Copa do Mundo este ano. Vale ficar de olho também no chinês Huang Mingqi e no norte-americano Asher Hong. Ambos têm um salto de 5.6 e um de 5.2 de dificuldade.
Tomás e Caio brigam por vaga na final
O Brasil conta com dois especialistas de salto na sua delegação. Tomás Rodrigues entrou no time após uma lesão de Yuri Guimarães na aclimatação. Ele tem dois saltos de 4.8 partindo de uma reversão: um mortal para frente com dupla pirueta e um duplo mortal grupado. Com a nota de dificuldade mais baixa, Tomás precisaria de uma ótima execução para ter chances de final.
Caio Souza já foi finalista de salto em Mundiais e nos Jogos Olímpicos de 2020. Em 2025, Caio competiu dois saltos apenas em duas etapas de Copa do Mundo, executando os mesmos elementos que Tomás. Mas o ginasta consegue adicionar meia pirueta nos dois saltos para ter 5.2 de nota de dificuldade e ficar mais perto de uma final.