O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley, rebateu as críticas ao uniformes utilizados pelos atletas brasileiros durante os Jogos Olímpicos de Paris-2024. Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (24), o dirigente enfatizou que a Olimpíada trata-se de um evento esportivo e não deve ter foco na moda.
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“Não é a Paris Fashion Week, são os Jogos Olímpicos. A arte é aquilo que você considera arte. Beleza está nos olhos de quem vê. Essa é a mensagem que eu quero dar. Estou muito satisfeito com os uniformes de viagem e de desfile. Sem comentários, estão excelentes. Basta ver os vídeos dos próprios atletas nas redes sociais”, disse Paulo Wanderley.
Anunciados no meio de abril, os uniformes de viagem e as roupas que serão utilizadas pelos atletas brasileiros na cerimônia de abertura foram confeccionadas pela Riachuelo. Já os uniformes usados na Vila Olímpica, durante os treinos e no pódio tiveram produção da Peak, que também esteve presente nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.
A roupa da cerimônia de abertura de Paris-2024 é uma jaqueta jeans, que tem como principal característica uma arara, uma onça pintada ou um tucano manualmente bordados nas costas; camisa em listras breton; e saia (para as mulheres) ou calça brancas (para os homens). O kit foi produzido pelas bordadeiras de Timbaúba dos Batistas, cidade situada no semiárido do Rio Grande do Norte.
E foi justamente essa “brasilidade” um dos argumentos utilizados por Gustavo Herbetta, diretor de marketing do COB, para defender os uniformes. “Esse uniforme traz sustentabilidade no material, e elementos da moda parisiense. Algumas pessoas gostam mais, e outras gostam menos. Eu me recordo que, quando a gente lançou o uniforme, foi um sucesso absoluto, principalmente nas redes sociais.