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Ana Raquel Lins

Tóquio 2020

Ana Raquel Lins termina em nono lugar na perseguição nos 3000m na classe C5

Reprodução Facebook Ana Raquel Lins

Ana Raquel Lins termina em nono lugar na perseguição nos 3000m na classe C5

Abrindo a participação brasileira no ciclismo de pista nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, Ana Raquel Lins acabou ficando com a nona colocação na disputa da perseguição individual da classe C5 3000m. Nesta terça-feira (24), a brasileira terminou com o tempo de 4:43:704.

Em sua primeira participação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, Ana Raquel Lins teve como adversária a holandesa Caroline Groot. Na disputa, a ciclista da Holanda largou melhor e conseguiu um ritmo mais forte de pedaladas do que Ana Raquel Lins. Desta forma, Ana ficou para trás e terminou com o último tempo entre as atletas de sua classe.

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Ana Raquel Lins e o esporte

Aos 30 anos de idade, Ana Raquel Lins disputa sua segunda edição de Jogos Paralímpicos na segunda modalidade. Portadora da Síndrome de Poland, que é uma anomalia congênita caracterizada principalmente por hipoplasia ou aplasia da musculatura torácica unilateral e alterações no membro superior ipsilateral, a atleta passou por algumas modalidades.

Como a síndrome afetou seu lado esquerdo, atrapalgando o desenvolvimento da região torácica, seu braço, mão e região abdominal, Ana Raquel começou a praticar natação e migrou para o triatlo em 2014. Nos Jogos Paralímpicos de 2016, a atleta fez sua estreia pela modalidade e após a edição do Rio de Janeiro migrou para o ciclismo.

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Atletas

No Japão, o Brasil conta com uma delegação de cinco atletas e está representado nas provas de pista e de estrada. Entre os homens, além de Lauro Chaman, atual campeão mundial de paraciclismo de estrada, Carlos Soares e André Grizante estão na briga por medalhas. Já no feminino, Jady Malavazzi e Ana Raquel são as representantes do país.

O paraciclismo brasileiro estreia em Tóquio em 25 de agosto, nas disputas das provas de pista, que acontecem até o dia 28 no Velódromo de Izu. As provas de estrada serão entre 31 de agosto e 3 de setembro.


Velocidade

O Izu Velódromo é super tradicional no Japão e foi construído em 1964 para a disputa da primeira Olimpíada realizada em Tóquio. O local foi todo reestruturado, com a troca do teto e da pista, com a madeira sendo completamente renovada.

Técnico da seleção brasileira de ciclismo, o italiano Romolo Lazzaretti espera provas muito velozes. “Pelo que nos vimos aqui, pelo clima quente e úmido, esse é um velódromo muito rápido e, com certeza, alguns recordes paralímpicos serão batidos durante a competição”, afirmou o treinador.

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