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Caio Ribeiro se recuperou de acidente, mas ficou fora do pódio nos Jogos Paralímpicos de Tóquio

Tóquio 2020

‘A cabeça queria, mas o físico não está pronto’, diz Caio Ribeiro sobre pódio em Tóquio

Após fraturar o tornozelo em um acidente de carro, Caio Ribeiro conseguiu ir a Tóquio, mas ficou fora do pódio

(Miriam Jeske/COB)

‘A cabeça queria, mas o físico não está pronto’, diz Caio Ribeiro sobre pódio em Tóquio

No fim do ano passado, a pouco tempo dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, Caio Ribeiro sofreu um acidente de carro. Ele chegou a fraturar o tornozelo, o que poderia tê-lo tirado do maior evento esportivo do mundo. No entanto, o “Saci de Ouro”, como ficou conhecido, se recuperou e pôde representar o Brasil pela segunda vez em Paralimpíadas, cinco anos depois de ter conquistado a primeira medalha paralímpica do país na canoagem.

Mesmo tendo se recuperado a tempo de ir a Tóquio, Caio Ribeiro, atleta do Time Nissan, confessou que não estava com o físico 100%, o que dificultou sua busca pelo pódio. Ele terminou em quinto lugar no KL3 200m e em sétimo no VL3 200m, a canoa polinésia.

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“É triste ter uma bagagem de medalhas e pódios desde a Rio 2016 e não conseguir o desempenho que eu precisava para mostrar meu talento. Mas era algo que eu já sabia. A cabeça queria, eu estava faminto, mas meu físico não está pronto ainda para estar no pódio. Depois do primeiro dia, eu percebi a realidade… Que apesar de toda a concentração que eu fiz, os treinos nessa recuperação, eu ainda não estava apto a subir no pódio”, contou ao Olimpíada Todo Dia.

A partir de agora, o foco já se volta para o próximo ciclo. Diferente do último, que teve cinco anos, esse será mais curto, de apenas três até Paris 2024. Para alguns atletas, o tempo menor entres os Jogos Paralímpicos pode ser bom. Caio Ribeiro, entretanto, não gostou muito, mas sabe que tem o necessário para dar a volta por cima.

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“Tive muitos altos e baixos, porque não consigo aceitar que o corpo demora tanto para voltar. E a nossa cabeça controla tudo… Mas se não treinar, não tem avanço. Então eu estou um pouco triste que só vão ter três anos, mas tudo bem, dá para me reconstruir. Vou manter o foco, a disciplina que eu tive após o acidente e crescer. Tenho muito para crescer ainda. Lamento não ter conseguido subir ao pódio, mas podem continuar confiando que terão dias melhores”, concluiu.

Confira a entrevista completa com Caio Ribeiro:

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