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Augustinho Teixeira busca vaga olímpica no snowboard

Brasil Zero Grau

Vaga olímpica no snowboard ainda é incógnita para o Brasil

Noah Bethonico e Augustinho Teixeira conquistam bons resultados, mas ainda precisam cumprir requisitos para Pequim-2022

Augustinho Teixeira antes de prova no Mundial de Snowboard, em Aspen: evolução (Divulgação/CBDN)

Vaga olímpica no snowboard ainda é incógnita para o Brasil

Noah Bethonico tem 17 anos; Augustinho Teixeira, 16. São dois adolescentes que possuem sonhos de gente grande. Após bom desempenho na temporada de inverno 2020-2021, ambos vislumbram uma inédita vaga olímpica no snowboard para o Brasil em Pequim-2022. Contudo, o objetivo segue distante.

Os dois atletas da CBDN ainda precisam atingir os critérios mínimos para ficarem elegíveis no ranking pré-olímpico da modalidade. Contudo, o tempo joga contra: eles têm até o dia 17 de janeiro de 2022 para cumprirem todos os requisitos e, ainda por cima, melhorarem suas posições na classificação internacional.

Verdade seja dita, nenhum dos dois iniciou o ciclo para Pequim-2022 com objetivo claro de conseguir a classificação olímpica. Ainda em PyeongChang-2018, Stefano Arnhold, então presidente da CBDN, confirmou que a geração era jovem demais e que “certamente briga por vaga na edição de 2026”.

Mas os bons resultados conquistados na temporada fizeram Noah e Augustinho pularem etapas na corrida pela vaga olímpica no snowboard. Só nesta temporada, Noah participou de três provas do Copa do Mundo, competiu no Mundial adulto e foi o 12º no Mundial Júnior – o melhor resultado do Brasil na história da competição.

Augustinho, por sua vez, se tornou no atleta mais jovem da história a participar das três provas no Mundial de Snowboard freestyle. Não bastasse isso, ainda conseguiu um Top 30 no halfpipe e um Top 35 no slopestyle, posicionando-se como um dos melhores atletas sul-americanos.

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Noah Bethonico está próximo dos critérios no snowboard cross

Mais experiente e dono do melhor resultado do Brasil nos Jogos da Juventude de Inverno de 2020, Noah corre contra o tempo para ficar elegível a uma das vagas do snowboard cross em Pequim-2022. Ele está próximo dos critérios obrigatórios, mas ainda não conseguiu cumprir esses requisitos.

De acordo com a FIS, o atleta desta categoria que deseja conquistar uma vaga olímpica no snowboard precisa ter, pelo menos, 100 pontos FIS no ranking da entidade. Além disso, é preciso obter ao menos um Top 30 em uma etapa da Copa do Mundo ou no Mundial nesse período.

Atualmente, Noah possui 85 pontos FIS no último ranking e teve como melhor desempenho a 47ª colocação no Mundial em Idre Fjäll, na Suécia. Ou seja, ele precisa aumentar 15 pontos em seu desempenho e buscar um top 30 em alguma etapa da Copa do Mundo para ficar elegível.

Noah Bethonico busca vaga olímpica no snowboard para o Brasil
Noah Bethonico durante prova no Mundial Júnior de Snowboard. Jovem está próximo dos critérios de classificação olímpica (Divulgação/CBDN)

Augustinho cumpriu requisitos parciais para vaga olímpica no snowboard

Já o jovem Augustinho Teixeira cumpriu requisitos parciais nas categorias slopestyle, halfpipe e Big Air. Mesmo assim, ele também precisa correr para atingir os critérios na próxima temporada – principalmente em etapas da Copa do Mundo no hemisfério Norte antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

A vaga olímpica no snowboard freestyle exige um mínimo de 50 pontos FIS até 17 de janeiro de 2022 e um Top 30 em alguma etapa da Copa do Mundo ou no Mundial de 2021. Isso é válido para as três disciplinas. Ou seja, o atleta pode conquistar uma cota em cada uma das provas.

O jovem brasileiro vive um paradoxo. No Slopestyle e no Big Air ele já passou dos 50 pontos FIS (57.60 e 72 pontos FIS, respectivamente), mas não conseguiu o Top 30. No Halfpipe ele foi o 24º no Mundial realizado em Aspen, nos Estados Unidos, mas possui apenas 31.60 pontos FIS no ranking internacional até o momento.

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Jovens comandam renovação do snowboard brasileiro

Noah Bethonico e Augustinho Teixeira podem até não conquistar a vaga olímpica no snowboard em Pequim-2022, mas conseguiram puxar a renovação da equipe brasileira da modalidade neste ciclo. Dessa forma, a CBDN passa a projetar bons resultados não apenas para os Jogos de Inverno de 2026, mas também de 2030.

Bem diferente do cenário até PyeongChang-2018. Por duas décadas, o snowboard do Brasil era sinônimo de Isabel Clark. A atleta, dona do melhor resultado do país em Jogos Olímpicos de Inverno, dominou o continente entre homens e mulheres e participou de quatro edições (2006, 2010, 2014 e 2018).

Agora, a delegação nacional conta também com Zion Bethonico e João Teixeira, irmãos de Noah e Augustinho e que possuem, respectivamente, 15 e 13 anos. Kian Hauschildt, 18, e Matheus Salim, 15, também estão inscritos na FIS.

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