Bia Ferreira está de volta ao boxe olímpico com um objetivo claro: buscar a medalha que falta em sua coleção. Prata em Tóquio-2020 e bronze em Paris-2024, a brasileira é a convidada do OTD Entrevista, programa do Olimpíada Todo Dia no YouTube.
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Na conversa com Fernando Gavini e Rafael Zito, Bia falou sobre a retomada no boxe olímpico após a passagem pelo profissional. A brasileira também comentou a estreia com ouro na nova categoria, até 65kg, e projetou o caminho rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
Mais sobre Bia Ferreira
Bia Ferreira mira ouro olímpico
Ao falar sobre o retorno ao boxe olímpico, Bia Ferreira deixou claro que quer disputar mais uma edição dos Jogos Olímpicos. A brasileira já tem duas medalhas olímpicas, mas ainda busca o ouro.
“Eu quero muito buscar essa medalha. Quero muito vivenciar mais uns Jogos Olímpicos”, afirmou Bia. “Eu vou brigar até o fim, porque eu quero. É uma meta, estar lá nos Jogos e tentar a mãe de todas, para dessa vez vir a cor certa.”
A frase resume o novo momento da carreira da boxeadora. Depois de competir no profissional, Bia voltou ao cenário olímpico e já iniciou a caminhada em uma nova categoria.
Ouro na estreia nos 65kg
Bia Ferreira construiu sua trajetória olímpica na categoria até 60kg. Foi nesse peso que conquistou as medalhas olímpicas, os títulos mundiais e os pódios em Jogos Pan-Americanos.
Agora, a brasileira compete na categoria até 65kg. A mudança aconteceu após a ascensão de Rebeca Lima, campeã mundial nos 60kg. Na estreia no novo peso, Bia conquistou a medalha de ouro em uma competição internacional na China.
Segundo ela, a chave foi dura. A brasileira enfrentou adversárias fortes e passou por uma campeã mundial da categoria no caminho até o título.
“Eu já peguei uma chave duríssima. Tinha campeã europeia, campeã asiática, campeã mundial, mas eu me senti super bem”, disse Bia. “Eu sabia que era um novo desafio e eu estava pronta para esse desafio.”
Nova categoria traz desafios
A mudança para os 65kg também alterou o perfil das adversárias. Bia explicou que as rivais são mais altas, mas afirmou que não sentiu tanta diferença de força.
A brasileira também destacou um ponto positivo da nova categoria: a sensação de estar mais rápida e mais confortável fisicamente.
“As meninas são muito altas, mas não tem tanta diferença de força. As meninas dos 60kg e dos 65kg têm uma força bem parecida. Só que eu me senti muito mais rápida”, analisou.
Bia também contou que não precisa mais sofrer tanto com o corte de peso. Segundo ela, isso fez diferença na recuperação e no rendimento durante a competição.
Experiência no profissional
A entrevista também abordou a carreira híbrida de Bia Ferreira. A brasileira passou pelo boxe profissional, conquistou cinturão e viveu uma rotina diferente da que tinha no boxe olímpico.
No OTD Entrevista, Bia explicou que o profissional exige outra estrutura. Ela citou a necessidade de administrar a carreira, contratar sparrings, bancar parte da preparação e lidar com um calendário menos previsível.
Ao mesmo tempo, a brasileira afirmou que a experiência no profissional trouxe ganhos importantes para sua volta ao boxe olímpico.
“O profissional ensina você a ser mais frio”, afirmou. “Eu estou com uma leitura de luta que é impressionante. Eu acho que eu não tinha isso antes.”
Frieza e leitura de luta
Bia contou que percebeu essa evolução logo em sua primeira competição internacional após a volta. Em uma das lutas, ela começou atrás na pontuação, mas conseguiu ajustar a estratégia durante o combate.
Segundo a brasileira, o tempo no profissional ajudou a lidar melhor com momentos de pressão. A diferença está na calma para ler a luta e tomar decisões rápidas.
“Eu sabia que estava sob controle. Acho que o que me deu essa frieza foi esse tempo no profissional, que mudou um pouco essa chave”, explicou.
Rebeca Lima e o boxe feminino
Outro tema da entrevista foi o crescimento do boxe feminino brasileiro. Bia falou sobre Rebeca Lima, que foi campeã mundial nos 60kg após sua ida ao profissional.
A medalhista olímpica lembrou que Rebeca foi sua reserva e sparring durante anos. Por isso, vê a conquista da companheira como parte de um processo coletivo.
“Todos os meus títulos também têm um pouco da Rebeca. A gente luta sozinho, só que tem uma equipe, tem um time”, disse Bia.
A brasileira também destacou a evolução do número de mulheres no boxe nacional. Quando chegou à seleção, segundo ela, havia poucas atletas na equipe feminina. Hoje, o cenário é diferente.
Caminho até Los Angeles-2028
Bia Ferreira ainda tem um longo caminho até Los Angeles-2028. Antes disso, a brasileira mira competições importantes do ciclo, como os Jogos Sul-Americanos e os Jogos Pan-Americanos.
Mesmo assim, a mensagem da entrevista é clara. Bia está de volta ao boxe olímpico, agora nos 65kg, e quer completar a coleção de medalhas olímpicas.
A entrevista completa com Bia Ferreira no OTD Entrevista está disponível no canal do Olimpíada Todo Dia no YouTube.



