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Equipe tênis de mesa em Barcelona-1992

Blog da Lyanne Kosaka

Disputar uma Olimpíada: um sonho que começou em Seul-1988

O tênis de mesa entrou no programa olímpico e comecei a viver o sonho que me transformou na primeira mesatenista brasileira, ao lado de Mônica Doti, a disputar uma Olimpíada

Hugo Hoyama, Lyanne Kosaka, Maurício Kobayashi e Mônica Doti nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992 (Arquivo pessoal)

Disputar uma Olimpíada: um sonho que começou em Seul-1988

Olá, amigos do Olimpíada Todo Dia! Aqui é a Lyanne Kosaka, mesatenista que representou o Brasil nos Jogos de Barcelona-1992 e de Atlanta-1996. É com muita alegria que me junto ao time do OTD para falar um pouco do meu esporte favorito! 😉

Em entrevistas, costumamos ouvir que “participar de uma Olimpíada é o sonho de todo atleta”… e posso atestar que é isso mesmo!

No meu caso, esse sonho começou a tomar forma quando o tênis de mesa passou a integrar o programa Olímpico, nos Jogos de Seul-1988, Coreia do Sul. Eu tinha 14 anos na época e havia participado até então de dois Campeonatos Sul-Americanos e de um US Open, todos na categoria infanto-juvenil. Treinava com afinco, mas disputar uma Olimpíada não era algo tão claro no meu horizonte.

Em Seul-1988, o sul-coreano Yoo Nam Kyu tornou-se o primeiro campeão olímpico da história (Divulgação)

Mas isso mudou quando assisti aos jogos de tênis de mesa da Olimpíada de Seul-1988, gravados em fitas de vídeo por um amigo do meu pai. Fiquei admirada com o nível técnico dos jogadores, com a grandeza e a beleza da competição. Passei a acompanhar com maior interesse os resultados e as notícias dos eventos internacionais, e logo os medalhistas de Seul-1988 viraram meus ídolos: procurava saber como eles treinavam, via o maior número possível de jogos… vale lembrar que nessa época não havia a facilidade das notícias online; eu acompanhava o ranking e os resultados por um boletim mensal que a ITTF (Federação Internacional de Tênis de Mesa) enviava pelo correio em nome de Lyanne Kosaka.

Entre as mulheres em Seul-1988, quem brilhou foi a chinesa Chen Jing (Divulgação)

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E quando eu viajava para o exterior para competir, nos dias livres procurava revistas e livros sobre outros esportes. Lia de tudo, de biografias a regras, passando pela história e pelas curiosidades. Aos poucos fui aprendendo, e com isso, quando cheguei à Vila Olímpica em Barcelona-1992 conhecia os expoentes não só do Brasil, mas de outros países também! Era a maior concentração de “lendas esportivas” por metro quadrado que eu já tinha visto… Na capital da Catalunha, confesso – era difícil até dormir: pela expectativa da competição e por todo o seu ambiente mágico!

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São essas lembranças que pretendo dividir aqui: os bastidores, as partidas e o calor de uma Olimpíada – e quero também contar um pouco da história do tênis de mesa nos Jogos: a distribuição das medalhas, os ídolos, as mudanças no formato de disputa e nas regras de pontuação… tem muita coisa interessante!

Desde já, espero fazer com vocês uma jornada muito bacana rumo a Tóquio-2021!

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