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Pilates para homens: como começar e o que esperar das aulas

PILATES PARA ELES

Pilates ainda pode parecer, para alguns homens, uma atividade distante da musculação, da corrida, do futebol ou de outros esportes mais presentes em sua rotina. Mas não existe motivo para tratar o método como uma prática destinada apenas às mulheres.

Os exercícios trabalham capacidades como força, flexibilidade, equilíbrio e controle corporal. Além disso, podem ser adaptados ao nível de experiência de quem está começando.

Para o homem que nunca fez uma aula, a surpresa pode estar justamente em perceber que movimentos aparentemente simples conseguem ser bastante desafiadores.


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É preciso ser flexível para fazer Pilates?

Não.

Flexibilidade é uma das capacidades que podem ser trabalhadas durante a prática, e não um requisito para entrar na aula.

Uma revisão sistemática sobre Pilates em pessoas saudáveis encontrou evidências de melhora de flexibilidade e equilíbrio dinâmico, além de resultados para resistência muscular. Os próprios autores, porém, alertaram para limitações metodológicas nos estudos disponíveis.

Isso é importante porque evita transformar Pilates em uma atividade cercada de promessas.

Não é necessário chegar conseguindo tocar os pés com as mãos, fazer grandes amplitudes ou executar posições complexas. Os exercícios podem começar em níveis mais simples e progredir conforme controle e experiência aumentam.

O que acontece em uma aula?

O Pilates combina movimentos executados de forma controlada com atenção à postura, respiração e estabilidade corporal.

Dependendo do local, a aula pode acontecer no solo ou utilizar equipamentos como Reformer, Cadillac e Chair. No solo, o próprio peso corporal participa bastante da resistência. Nos aparelhos, molas e diferentes pontos de apoio podem facilitar ou dificultar determinados movimentos.

O Bem-Estar Todo Dia já explicou as diferenças entre Pilates solo e aparelhos. Para quem está começando, mais importante do que escolher imediatamente um formato é encontrar uma prática adequada ao próprio nível.

Uma aula para iniciantes não precisa reproduzir aquilo que aparece em vídeos avançados nas redes sociais.

Pilates substitui musculação?

Não necessariamente — e não precisa substituir.

Pilates e musculação podem ocupar funções diferentes dentro de uma rotina de exercícios.

Uma revisão que comparou Pilates com outras modalidades encontrou melhora de força muscular, flexibilidade e equilíbrio em relação à ausência de exercício. Entretanto, Pilates não se mostrou superior a outras formas de exercício nesses resultados.

Portanto, para um homem interessado principalmente em aumentar força máxima ou massa muscular, não faz sentido apresentar Pilates como uma versão “melhor” da musculação.

Ele pode ser mais uma atividade dentro da semana.

Quem já levanta pesos, corre, pedala ou pratica um esporte pode usar as aulas para experimentar movimentos e demandas diferentes daquelas predominantes em seu treinamento habitual.

Homem que treina pesado vai achar Pilates fácil?

Não dá para saber antes de experimentar.

Ter força para levantar bastante peso não significa dominar automaticamente exercícios que exigem controle de movimento, equilíbrio ou sustentação em posições pouco familiares.

O inverso também é verdadeiro: desempenhar bem os movimentos do Pilates não significa necessariamente possuir grande força para um levantamento pesado.

São demandas diferentes.

Estudos sobre condicionamento físico mostram que Pilates pode produzir ganhos em algumas capacidades, mas as evidências não indicam uma superioridade geral sobre outros tipos de exercício.

Por isso, entrar na primeira aula tentando provar força pode mais atrapalhar do que ajudar.

A proposta é aprender os movimentos.

Precisa começar no Reformer?

Também não.

É possível começar pelo Pilates no solo ou pelos aparelhos. O NHS, por exemplo, disponibiliza uma aula para iniciantes baseada em exercícios acessíveis e afirma que nenhuma experiência anterior é necessária.

A escolha pode depender da estrutura disponível, da orientação profissional, dos objetivos do praticante e de suas características individuais.

Quem tem histórico de lesão, dor, condição de saúde ou dúvidas sobre a adequação dos exercícios deve procurar orientação profissional antes de iniciar. O NHS também recomenda avaliação prévia nesses casos e orienta interromper o exercício diante de dor ou mal-estar.

Como começar sem complicação?

A primeira aula não precisa virar um teste.

Vale avisar ao profissional que você nunca praticou Pilates e informar quais outras atividades faz. Isso ajuda a contextualizar seu nível de condicionamento sem presumir que experiência em outra modalidade significa experiência no método.

Também não é preciso esperar “ficar mais flexível” para começar.

O Pilates pode ser justamente uma oportunidade de trabalhar movimentos que aparecem pouco na rotina habitual de quem passa a semana apenas correndo, pedalando ou levantando pesos.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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