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Treinar no verão: cuidados para evitar sobrecarga 

Treinar no verão- cuidados para evitar sobrecarga 

O verão convida à prática de atividades ao ar livre, mas também impõe desafios extras ao corpo. Temperaturas elevadas, maior perda de líquidos e esforço cardiovascular aumentado criam um cenário propício para queda de rendimento e sobrecarga física quando os cuidados são ignorados. A boa notícia é que, com alguns ajustes simples, é possível manter a rotina de treinos com segurança, proteger o organismo e continuar evoluindo mesmo nos dias mais quentes.

Por que o calor aumenta o risco de sobrecarga

Durante o exercício, o corpo produz calor naturalmente. Para evitar superaquecimento, ele ativa mecanismos como sudorese intensa e aumento do fluxo sanguíneo para a pele.

No verão, esse sistema trabalha no limite. O resultado pode ser:

  • elevação excessiva da frequência cardíaca;
  • desidratação mais rápida;
  • perda de sais minerais;
  • sensação precoce de cansaço;
  • queda de força e coordenação;
  • maior estresse sobre músculos e articulações.

Quando o treino continua intenso apesar desses sinais, a chance de lesões, exaustão térmica e interrupções prolongadas aumenta.

Escolher bem o horário faz diferença

Treinar sob sol forte potencializa a sobrecarga térmica.

Os períodos mais seguros costumam ser:

  • início da manhã (até 9h);
  • final da tarde ou início da noite (após 17h).

Entre o fim da manhã e o meio da tarde, o risco de desidratação e mal-estar é significativamente maior, especialmente em treinos longos ou de alta intensidade.

Hidratação é parte do treino

No verão, beber água deixa de ser detalhe e passa a ser estratégia essencial de proteção.

Boas práticas incluem:

  • ingerir líquidos ao longo de todo o dia;
  • beber de 400 a 600 ml até duas horas antes do treino;
  • consumir pequenos volumes a cada 15–20 minutos durante a atividade;
  • repor líquidos após o exercício;
  • observar a cor da urina como indicador simples de hidratação.

Em sessões prolongadas, bebidas com eletrólitos podem ajudar a repor o sódio perdido no suor.

Ajuste de intensidade evita desgaste desnecessário

Manter exatamente o mesmo ritmo do inverno nem sempre é viável no calor.

Algumas adaptações inteligentes:

  • reduzir a duração do treino;
  • diminuir o número de séries ou repetições;
  • ampliar os intervalos de descanso;
  • alternar dias intensos com sessões leves;
  • priorizar técnica e controle do movimento.

Essas mudanças não significam retrocesso, mas sim respeito à fisiologia.

Roupas e ambiente também influenciam

Pequenos detalhes ajudam a diminuir o estresse térmico:

  • roupas leves e claras;
  • tecidos respiráveis;
  • boné ou viseira em atividades ao ar livre;
  • treinos em locais sombreados ou bem ventilados;
  • evitar superfícies que reflitam muito calor, como asfalto ao meio-dia.

Atenção aos sinais de alerta

Alguns sintomas indicam que o corpo está entrando em zona de risco:

  • tontura;
  • náusea;
  • dor de cabeça intensa;
  • confusão mental;
  • calafrios ou ausência de suor;
  • fraqueza extrema.

Ao notar qualquer um deles, o correto é interromper o treino, buscar sombra, hidratar-se e, se necessário, procurar atendimento médico.

Treinar bem também é saber reduzir

Muitos praticantes associam evolução apenas a “treinar mais forte”. No verão, essa lógica pode ser perigosa.

Progresso sustentável vem da combinação entre estímulo e recuperação adequada.

Com planejamento, hidratação, ajuste de carga e atenção aos sinais do corpo, o verão pode ser uma fase produtiva — e não um período de interrupções forçadas por lesão ou exaustão.

Treinar com inteligência é o melhor caminho para manter constância e saúde ao longo de todo o ano.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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