Ela está nos shakes, nas marmitas e em quase todas as conversas sobre treino: a proteína virou sinônimo de ganho muscular e recuperação.
Mas, afinal, quanto é o suficiente? E será que mais proteína significa mais resultado?
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A resposta é: depende do seu corpo, da rotina e do tipo de treino.
A boa notícia é que a ciência já tem números claros sobre o quanto o organismo realmente precisa — e quanto passa a ser exagero.
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🍳 1. O papel da proteína no corpo
A proteína é o principal componente estrutural dos músculos, pele, ossos e até hormônios.
Ela fornece aminoácidos, usados pelo corpo para reconstruir tecidos e gerar novas fibras musculares após o treino.
💬 Em outras palavras: a proteína repara o que o treino “quebra”.
Além da função muscular, ela também:
- Fortalece o sistema imunológico;
- Regula o metabolismo;
- Favorece a saciedade, ajudando no controle do peso;
- Atua na produção de enzimas e neurotransmissores.
⚖️ 2. Quanto de proteína você realmente precisa?
A quantidade ideal varia conforme o nível de atividade física, objetivo e composição corporal.
📊 Recomendações gerais baseadas em estudos da OMS e da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN):
| Tipo de pessoa | Proteína recomendada por dia | Exemplo prático (70kg) |
|---|---|---|
| Sedentário | 0,8 g por kg | 56 g por dia |
| Praticante de atividade leve | 1,0–1,2 g por kg | 70–84 g |
| Treino moderado (3–5x/semana) | 1,4–1,6 g por kg | 98–112 g |
| Treino intenso ou foco em hipertrofia | 1,6–2,2 g por kg | 112–154 g |
| Atleta de elite | até 2,5 g por kg | 175 g |
💡 Regra prática: para quem treina regularmente e busca ganho de massa, 2g de proteína por quilo de peso corporal é uma média eficiente e segura.
🧮 3. Como atingir essa meta no dia a dia
Nem sempre é preciso recorrer a suplementos.
Com uma alimentação equilibrada, é possível alcançar a meta de forma natural.
🍴 Fontes de proteína animal (alta biodisponibilidade):
- Frango grelhado (100g): 32g de proteína
- Ovos (2 unidades): 12g
- Peixe (100g): 26g
- Carne vermelha magra (100g): 30g
- Leite ou iogurte natural (1 copo): 8g
🌱 Fontes vegetais (boa opção para veganos):
- Feijão ou lentilha (1 concha): 8g
- Grão-de-bico (½ xícara): 7g
- Tofu (100g): 10g
- Quinoa cozida (1 xícara): 8g
- Amêndoas (30g): 6g
💬 Dica: combine leguminosas com cereais (ex: arroz + feijão) para obter todos os aminoácidos essenciais.
⚠️ 4. E o excesso de proteína?
Consumir proteína em excesso não traz mais resultados — e pode sobrecarregar rins e fígado a longo prazo, especialmente sem hidratação adequada.
🚫 Possíveis efeitos do excesso:
- Desidratação (pela eliminação de ureia);
- Aumento de gordura corporal (se houver excedente calórico);
- Sobrecarga renal em pessoas com predisposição;
- Redução do consumo de outros nutrientes importantes (fibras, vitaminas, carboidratos).
💬 A European Journal of Nutrition aponta que o limite seguro é de até 2,2g/kg/dia para adultos saudáveis.
Acima disso, o corpo simplesmente não aproveita o excedente — e o transforma em energia ou gordura.
🧠 5. Estratégia e equilíbrio: o segredo está na distribuição
Mais importante que o total diário é como a proteína é distribuída ao longo do dia.
O corpo absorve melhor quando o consumo é fracionado.
⏰ Dicas práticas:
- Consuma proteína a cada 3 a 4 horas;
- Inclua 20–30g por refeição;
- Priorize uma boa dose no café da manhã e no pós-treino, fases de maior síntese proteica;
- Hidrate-se bem (ao menos 35ml de água por kg de peso corporal).
💡 Pós-treino inteligente: combinar proteína com uma fonte de carboidrato leve (como banana ou aveia) ajuda na recuperação muscular e reposição de glicogênio.
🎯 Conclusão
A proteína é essencial — mas o excesso não traz ganhos extras.
O segredo está em consumir a quantidade certa para o seu corpo e o seu treino, de forma equilibrada e constante.
Mais importante que o shake é o hábito.
E, com pequenas escolhas ao longo do dia, é possível atingir a meta sem exageros nem restrições.