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O papel da mobilidade de quadril na prevenção de lesões em corredores

O papel da mobilidade de quadril na prevenção de lesões em corredores

Correr parece um movimento simples, mas envolve uma complexa cadeia de músculos e articulações. Entre eles, o quadril desempenha papel central: é o ponto de conexão entre membros inferiores e tronco, responsável pela estabilidade e pela amplitude da passada. Quando a mobilidade de quadril está limitada, aumenta o risco de lesões em joelhos, tornozelos e lombar. Por isso, corredores de todos os níveis precisam dar atenção especial a essa região.

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Por que a mobilidade de quadril é tão importante?

  • Distribui cargas: um quadril móvel absorve melhor o impacto da corrida, evitando sobrecarga em outras articulações.
  • Melhora a técnica: favorece passadas mais soltas, evitando movimentos compensatórios.
  • Previne lesões: reduz risco de dores lombares, síndrome da banda iliotibial e problemas de joelho.
  • Aumenta eficiência: melhora economia de corrida, permitindo correr mais com menos esforço.

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Lesões comuns ligadas à falta de mobilidade de quadril

  • Joelho do corredor (síndrome patelofemoral).
  • Síndrome da banda iliotibial (ITB).
  • Tendinites e bursites no quadril.
  • Dores lombares por sobrecarga.

💡 Muitas dessas lesões não surgem por excesso de corrida em si, mas pela falta de movimento adequado no quadril.

Exercícios de mobilidade de quadril para corredores

1. Círculos de quadril

  • Em pé, desenhe círculos com a perna suspensa.
  • Trabalha amplitude de movimento e ativa músculos estabilizadores.

2. Alongamento do piriforme (posição 4)

  • Deitado, cruze a perna sobre o joelho e puxe suavemente.
  • Alivia tensão em glúteos e lombar.

3. Mobilidade em 90/90

  • Sentado no chão, pernas dobradas em ângulo de 90°.
  • Faça inclinações e rotações de quadril.

4. Avanço com rotação de tronco

  • Combine o movimento de avanço (lunge) com rotação do tronco.
  • Integra quadril, core e coluna.

5. Ponte de glúteo dinâmica

  • Deitado, eleve e desça o quadril repetidas vezes.
  • Ativa glúteos e aumenta estabilidade pélvica.

Como incluir na rotina de corrida

  • Antes do treino: 5 minutos de mobilidade dinâmica (avanços, círculos).
  • Depois do treino: alongamentos estáticos para quadril e glúteos.
  • Dias sem corrida: incluir uma sessão curta de 10 a 15 minutos de mobilidade como prevenção.

Conclusão

A mobilidade de quadril é um pilar para a saúde do corredor. Quando negligenciada, pode gerar dores e afastar o atleta dos treinos. Incorporar exercícios simples de mobilidade à rotina não só previne lesões, como também melhora a técnica e o rendimento. Cuidar do quadril é investir em quilometragem saudável a longo prazo.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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