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A armadora Débora Costa, titular da seleção brasileira, será jogadora do Luleå Basket, da Suécia, a partir de setembro. No entanto, o futuro dela poderia ser outro se a pandemia de coronavírus não tivesse acontecido. Em live no Instagram da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), o empresário Fábio Jardine, que trabalha com atletas do basquete feminino, revelou sondagens de duas equipes da WNBA

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A caminho da Europa, Débora Costa vê LBF como essencial

Aos 29 anos, armadora da seleção brasileira vai atuar pela primeira vez no exterior e vê a liga nacional como essencial para o basquete feminino

Armadora está na seleção brasileira há certa de sete anos (Fiba/AmeriCup)

A caminho da Europa, Débora Costa vê LBF como essencial

Estreia aos 29 anos. É o que vai acontecer em setembro com Débora Costa. Armadora da seleção brasileira e do Sesi Araraquara, a jogadora atuará pela primeira vez no exterior. Mas, para que isso acontecesse, a atleta aponta a importância da LBF (Liga de Basquete Feminino). “Ela [LBF] é essencial para o basquete feminino”. 

Jogadora conhecida do cenário nacional, Débora Costa marcou presença em alguns times do basquete brasileiro. Com passagens por Santo André, Americana, São José, Uninassau e atualmente no Sesi Araraquara, a armadora já conquistou o título da LBF em duas oportunidades. 

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“A LBF é essencial para dar continuidade e crescimento para o basquete feminino no Brasil. É o mais importante e maior campeonato nacional. Com sua função de dar visibilidade à competição, com marketing, comunicação, transmissões online e entrega para a televisão. Podemos levar o basquete feminino para um número maior de pessoas, buscando atrair novas equipes, investimentos e patrocinadores, além do grande papel de influenciar meninas e meninos para prática do esporte, fortalecendo a modalidade como um todo.”

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Armadora foi peça importante na conquista do ouro em Lima 2019 (Fiba/Divulgação)

O destaque pelas equipes por onde passou durante as temporadas da LBF fez com que Débora Costa se tornasse presença constante na seleção brasileira há cerca de sete anos e consequentemente ganhasse o mundo.

Uma das personagens do grande momento do Brasil na modalidade nos últimos anos, a conquista da medalha de ouro no Pan-Americano de Lima, a atleta segue no Sesi Araraquara até o fim de agosto. A partir de setembro, ela se apresenta ao Luleå Basket, da Suécia.

É preciso mais 

Apesar da LBF ter melhorado o cenário da modalidade em vários sentidos, Débora Costa é direta ao comentar o que, na visão da atleta, precisa melhorar para que o basquete feminino brasileiro continue a crescer ainda mais. 

“Precisamos muito de patrocinadores. A CBB (Confederação Brasileira de Basquete), a liga e os clubes estão fazendo o papel deles de buscar investimento, mas é difícil e isso não é de hoje. O que poderia nos ajudar muito é o apoio das empresas nos geral, com certeza isso refletiria positivamente no nosso dia a dia”. 

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Quando bate aquela saudade da rosinha . . . #basketball #lbfcaixa #sesiararaquara

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Nesta temporada, por conta do coronavírus, a LBF cancelou a realização de sua temporada e alguns clubes só conseguiram voltar a treinar nas últimas semanas, como foi o caso do Ituano e do Sesi Araraquara. 

Existem diferenças

A pandemia trouxe um novo cenário para o mundo e com o esporte não é diferente. Por isso, Débora Costa consegue ver o que o basquete feminino vem fazendo de bom no período.

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“O momento do esporte em geral é complicado, estamos em meio a uma pandemia e infelizmente o esporte, assim como a maioria dos setores, foi afetado. O basquete feminino vem conseguindo se manter, estamos em crescimento e unidas em ajudar a modalidade a evoluir”.

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Mesmo com esse crescimento e a melhora do desempenho da seleção brasileira nas competições da última temporada, Débora sabe que existem diferenças. Assim como Erika Souza e Raphaella Monteiro, que se posicionaram sobre o apoio das marcas para as atletas do basquete feminino, a armadora também deu seu ponto de vista sobre o assunto. 

” Infelizmente essa desigualdade (entre homens e mulheres) ainda existe. A  nossa realidade no dia a dia é muito diferente. Salários, estrutura, investimento em equipes adultas e categorias de base, patrocínios individuais e coletivos, visibilidade, número de torcedores no ginásio, enfim, isso ainda é muito discrepante. Gostaríamos que as empresas e marcas passassem a olhar nossa modalidade com mais carinho, apoio e investimento também para nós”, finalizou a atleta.

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